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Mobilidade do futuro contribui para a descarbonização

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Mobilidade do futuro contribui para a descarbonização

Criado na década de 1930 pelo governo brasileiro para impulsionar a infraestrutura e a urbanização no país, o Dia do Automóvel, celebrado em 13 de maio, tem seu propósito atualizado em direção ao avanço sustentável da mobilidade.

As metas de descarbonização globais, que sinalizam diretrizes importantes para todos os setores produtivos e de consumo, incluem a indústria automotiva e direcionam as estratégias de negócios para a sustentabilidade.

Estima-se que o setor de transportes seja responsável por 23% das emissões anuais no mundo

Os carros do amanhã poderão ser conectados, autônomos, compartilhados, alimentados por bateria ou por outros motores alternativos, mas certamente serão avaliados por sua contribuição para a descarbonização.

Estima-se que o setor de transportes seja responsável por 23% das emissões anuais no mundo, dos quais 72% através de meios de transporte rodoviário, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Alcançar o objetivo de zero emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) provenientes do transporte terrestre até 2050 de acordo com a campanha da ONU para mitigar os impactos das mudanças climáticas, depende de um esforço conjunto.

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Matriz energética da mobilidade

Mobilidade do futuro contribui para a descarbonização

A descarbonização representa a transição de uma economia baseada em combustíveis fósseis para uma matriz energética mais limpa e sustentável. Um passo importante para a mobilidade é o desenvolvimento de veículos híbridos, com motores elétricos e movidos a combustíveis alternativos, como o etanol e o hidrogênio verde.

Nos motores a combustão, os biocombustíveis ainda são a opção mais ecoeficiente, se comparados ao uso dos combustíveis fósseis obtidos a partir do petróleo. O Brasil é um dos líderes no uso de biocombustíveis, principalmente pelo uso do etanol e do biodiesel, que tem proporção crescente de sua adição ao diesel.

São produzidos a partir de fontes renováveis, cana de açúcar, no caso do etanol, e óleos vegetais, incluindo materiais residuais, como óleo de cozinha usado e gordura animal de abatedouros, no caso do biodiesel, que conta com o apoio do metilato de sódio, usado como catalisador eficiente que viabiliza economicamente a sua produção.

“Os biocombustíveis também reduzem a poluição, são fonte de desenvolvimento, promovem a redução das desigualdades regionais porque geram trabalho e renda nas regiões produtoras”, afirma Alejandro Bossio, diretor de Negócios Monômeros da BASF.

O uso de aditivos para os combustíveis, também têm sua contribuição na redução das emissões de poluentes, além de promover a limpeza do sistema de alimentação e o aumento da eficiência do combustível.

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A atualização da indústria automotiva impulsiona a inovação em boa parte das soluções direcionadas aos veículos do futuro. Por exemplo, embora o fluído de arrefecimento utilizado atualmente seja também adequado para tecnologias híbridas e carros elétricos, há novos produtos dedicados especificamente para os veículos elétrico a célula de combustível e veículos elétricos alimentados por bateria.

“Comparado às misturas não inibidas de glicol/água, o produto mantém baixa condutividade elétrica constante, garantindo proteção contra corrosão e segurança elétrica do sistema”, explica Luis Fernando Sabino, especialista técnico de Soluções para Combustíveis e Lubrificantes da BASF.

Redução do peso e economia circular

Nessa jornada pela sustentabilidade, os plásticos têm papel importante na concepção e produção dos veículos porque, além de permitirem flexibilidade de design, promovem importante redução de peso e, consequentemente, o menor consumo de combustível.

Os plásticos também são aliados para enfrentar os desafios da mobilidade em constante mudança, como o aumento do conteúdo reciclado, proteção contra eletrificação, construção leve e novas necessidades de aplicações.

O mais recente estudo da PICPlast, revelou que, em 2022, a indústria automobilística consumiu cerca de 40% a mais de resinas plásticas pós-consumo recicladas em comparação ao ano anterior.

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“É enorme o potencial de crescimento da economia circular nessa indústria. Já é possível, inclusive, reciclar as partes com contaminantes, como os para-choques e as baterias, sem a perda de qualidade”, finaliza Jade Rodriguero Dino, do marketing de Aditivos para Plásticos da BASF.