Depois de falar individualmente sobre o BMW M2, chegou a vez do M3 Competition, segundo dos três modelos da divisão BMW M que tive a oportunidade de dirigir no mesmo dia. Se o M2 estabelece uma relação marcada pelas dimensões do cupê e pela tração traseira, o M3 Competition segue outro caminho: combina 510 cavalos de potência com a carroceria de um sedã de quatro portas e espaço para cinco ocupantes.

Sedã da divisão BMW M combina desempenho e possibilidades de uso no cotidiano

Com preço a partir de R$ 894.950, o BMW M3 Competition ocupa uma posição particular dentro da linha. Seu motor M TwinPower Turbo de 3,0 litros e seis cilindros em linha entrega 510 cavalos e 650 Nm de torque, números que se transformam em respostas imediatas nas acelerações e retomadas.

Mais do que atingir velocidade, o M3 transmite a percepção de que existe potência disponível sempre que o motorista precisa dela. A transmissão M Steptronic de oito velocidades administra a entrega de acordo com o modo de condução selecionado e com a pressão exercida sobre o acelerador, permitindo diferentes comportamentos conforme a situação.

Foi nas mudanças de direção que compreendi melhor a proposta do M3 Competition. A direção transmite informações ao motorista, enquanto suspensão, freios e sistemas eletrônicos atuam para administrar as forças geradas pelo conjunto. A cada curva, o sedã mostra que sua carroceria de quatro portas não impede uma experiência centrada na condução.

O som produzido pelo motor de seis cilindros também participa dessa relação. Durante as acelerações, ele acompanha o aumento das rotações e fornece mais uma informação sobre aquilo que acontece mecanicamente. É uma experiência que envolve diferentes sentidos e ajuda a entender por que ainda existe demanda por automóveis nos quais o motorista permanece no centro da condução.

BMW M3 Competition coloca 510 cavalos sob controle do motorista

Ao mesmo tempo, o M3 Competition preserva características de um sedã. As quatro portas facilitam o acesso aos bancos traseiros, a cabine amplia as possibilidades de utilização e o porta-malas permite considerar viagens e atividades cotidianas. Essa combinação é uma de suas particularidades: conviver com 510 cavalos sem abrir mão da configuração tradicional de um automóvel de quatro portas.

O interior concentra tecnologia, conectividade e os comandos específicos da divisão M. As telas reúnem informações do veículo e permitem acesso a diferentes recursos, enquanto o motorista pode configurar parâmetros relacionados ao motor, transmissão, direção, suspensão e freios.

Essa possibilidade de personalização permite que o M3 Competition assuma diferentes comportamentos. Há momentos em que o objetivo é apenas realizar um deslocamento, assim como existem situações nas quais o motorista deseja uma participação maior. O automóvel oferece recursos para atender a essas diferentes condições.

Minha experiência ao volante mostrou que o M3 Competition consegue administrar duas propostas sem que uma elimine a outra. É um sedã capaz de transportar cinco ocupantes e, ao mesmo tempo, um automóvel com 510 cavalos desenvolvido pela divisão de desempenho da BMW.

Depois do M2, o M3 Competition mostrou outra maneira de interpretar o prazer de dirigir. Menos pela busca de números e mais pela capacidade de transformar acelerações, frenagens e curvas em informações transmitidas ao motorista. Um sedã que pode ser analisado pela potência, pelo desempenho ou pela tecnologia, mas que só revela completamente sua proposta quando alguém assume o volante.