A Avallon Blindagens divulgou orientações para consumidores interessados em adquirir veículos blindados, em um momento em que o mercado brasileiro de blindagem segue em expansão. Em 2025, o setor movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões, com previsão de crescimento de 16% em 2026, segundo a Abrablin. O cenário é favorável, mas exige atenção a critérios técnicos e de procedência antes da compra.
Procedência, materiais e manutenção são pontos críticos na escolha

“Comprar um seminovo blindado costuma oferecer melhor custo-benefício, porque a depreciação da blindagem já ocorreu. Porém, exige análise criteriosa do histórico, da blindadora, do estado estrutural da blindagem e do material utilizado”, explicou Carlos Sanches, gerente comercial do showroom da Avallon Blindagens.
A primeira decisão do consumidor é entre adquirir um veículo zero-quilômetro para blindar ou optar por um seminovo já blindado. No caso do novo, há maior controle sobre materiais e processos, mas ainda assim é necessário avaliar prazos de entrega e qualidade do pós-venda. Já no seminovo, a procedência da blindagem é fundamental. O comprador deve exigir certificado com laudo técnico, nota fiscal, identificação da blindadora, registro no documento do veículo e histórico de revisões.
A inspeção física deve observar acabamento interno, alinhamento dos vidros, funcionamento dos mecanismos, ruídos anormais, sinais de infiltração e integridade das sobreposições balísticas. Nos vidros, sinais como aspecto esbranquiçado, bolhas ou desalinhamento indicam desgaste. Na estrutura, ruídos excessivos, cheiro de umidade e problemas em portas ou porta-malas também merecem atenção.
Na blindagem opaca, comprometimentos podem não ser visíveis, reforçando a necessidade de avaliações técnicas especializadas e manutenções preventivas. Os componentes não têm prazo de validade definido, mas os vidros tendem a apresentar desgaste entre cinco e dez anos, enquanto os materiais opacos duram mais se houver vedação adequada e proteção contra umidade.
Mercado de blindagem cresce e exige atenção do consumidor

“A manutenção da blindagem precisa ser feita rigorosamente para evitar esse tipo de situação. Uma blindagem antiga sem manutenção preventiva pode comprometer a segurança e gerar alto custo corretivo”, ressaltou Sanches.
O peso adicional da blindagem exige cuidados com suspensão, freios, amortecedores, máquinas de vidro, dobradiças e vedações. Forçar portas ou vidros acelera o desgaste dos componentes. O tipo de material utilizado também influencia diretamente no desempenho e na durabilidade. Aramida e polietileno flexível reduzem peso e consumo, enquanto materiais mais pesados podem comprometer a estrutura original e aumentar custos.
Comprar apenas pelo preço é considerado um erro recorrente. Blindagens abaixo do valor de mercado podem indicar uso de materiais inferiores e vulnerabilidades balísticas. O teste balístico em carroceria real é apontado como diferencial importante, garantindo que os materiais sejam aprovados em condições práticas.
“A maioria realiza testes laboratoriais, mas o ideal é escolher blindadoras que realizam testes balísticos em carroceria real, com disparos nos pontos de vulnerabilidade. Isso garante que o carro receberá materiais realmente testados e aprovados em condições reais”, concluiu o gerente comercial.







