A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva inicia nesta quarta-feira, 26 de agosto, em São Paulo, a 33ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva. O SIMEA 2026 reúne indústria, governo e universidades para discutir sustentabilidade, digitalização e transformações aplicadas aos veículos produzidos e utilizados no Brasil.
Evento aborda descarbonização, software, combustíveis e mobilidade nos dias 26 e 27

O encontro prossegue até quinta-feira no Novotel Center Norte e utiliza o tema Brasil em movimento, engenharia e tecnologia a serviço da sustentabilidade. A programação abrange veículos leves, pesados e equipamentos fora de estrada, considerando demandas técnicas associadas à produção, circulação, energia, emissões e conectividade.
O primeiro dia inclui discussões sobre biocombustíveis, Agro 5.0 e mobilidade pesada sustentável. O programa também analisa a possibilidade de o Brasil ampliar a exportação de soluções tecnológicas, aproveitando competências relacionadas ao etanol, ao biodiesel, aos motores flexíveis e às aplicações destinadas ao transporte de cargas.
A programação de quinta-feira direcionará o debate para a digitalização do setor, desde o desenvolvimento de códigos até a operação no chão de fábrica. O tema envolve software embarcado, automação, rastreabilidade, análise de dados e integração entre engenharia de produto e processos de manufatura.
O SIMEA também receberá 60 trabalhos selecionados por uma banca técnica. As sessões estão organizadas em áreas como transformação digital, gerenciamento de energia, sistemas de propulsão, emissões, combustíveis, lubrificantes, conforto embarcado, mobilidade autônoma, conectividade, dinâmica veicular, segurança, eletrônica, software e materiais.
SIMEA reúne indústria para discutir engenharia automotiva no Brasil
A diversidade dos trabalhos mostra como a engenharia automotiva passou a reunir conhecimentos antes tratados separadamente. Mecânica, eletrônica, química, computação e ciência de dados participam do desenvolvimento de veículos, componentes e fábricas, exigindo integração entre profissionais, empresas, centros de pesquisa e instituições de ensino.
Para a indústria brasileira, o debate ocorre enquanto fabricantes avaliam diferentes caminhos de descarbonização. Eletricidade, etanol, biometano, biodiesel e sistemas híbridos atendem aplicações distintas. A escolha depende do tipo de veículo, da operação, da infraestrutura disponível e dos objetivos regulatórios estabelecidos para cada período.
As discussões do SIMEA podem ajudar a transformar pesquisas em aplicações industriais e políticas públicas. O resultado dependerá da continuidade dos projetos, da formação de profissionais e da capacidade de fabricantes e fornecedores incorporarem soluções desenvolvidas no Brasil às cadeias nacionais e internacionais.






