A Texas Instruments apresentou um sensor de corrente sem núcleo magnético destinado aos inversores de tração de veículos elétricos e híbridos. O componente realiza medições em diferentes eixos e fornece dados utilizados no controle da energia enviada pela bateria aos motores responsáveis pela movimentação do automóvel.
Componente acompanha diferentes eixos para controlar energia e funcionamento do motor

O inversor transforma a corrente contínua armazenada na bateria em corrente alternada adequada ao motor elétrico. Durante desacelerações, o equipamento também participa do caminho inverso associado à regeneração, permitindo que parte da energia retorne ao conjunto de baterias em determinadas condições de condução.
Para executar essas tarefas, o sistema precisa conhecer a intensidade e a direção da corrente em intervalos reduzidos. Uma medição imprecisa pode afetar torque, eficiência, controle térmico e proteção dos componentes, tornando o sensor uma parte do gerenciamento eletrônico da propulsão elétrica.
A arquitetura sem núcleo procura reduzir limitações associadas aos sensores que utilizam materiais magnéticos. Tamanho, resposta, interferências e comportamento diante das temperaturas participam da escolha do componente. Cada aplicação precisa combinar faixa de medição, isolamento e precisão com os requisitos definidos pelo fabricante.
O sensor também precisa separar eletricamente o circuito de alta tensão dos comandos de baixa tensão. Esse isolamento impede que níveis utilizados na propulsão alcancem áreas destinadas ao processamento de sinais, protegendo módulos e permitindo que os dados sejam utilizados pelo software de controle.
Sensor mede correntes em inversores de veículos elétricos
Veículos híbridos utilizam inversores para coordenar motor elétrico, bateria e sistema de combustão. Nos elétricos, o componente controla diretamente a entrega de potência. A mesma tecnologia pode atender diferentes arquiteturas, desde que tensão, corrente, frequência e condições térmicas permaneçam dentro das especificações.
Para oficinas, a evolução desses sistemas amplia a necessidade de diagnóstico eletrônico. Uma falha no inversor pode apresentar sintomas semelhantes aos causados pelo motor, bateria, chicote ou sensores. Técnicos precisam seguir procedimentos de desenergização e utilizar equipamentos compatíveis com circuitos de alta tensão.
O desenvolvimento do sensor mostra que eficiência e segurança dos eletrificados dependem de componentes pouco visíveis ao consumidor. Bateria e motor concentram atenção, mas medição, conversão e controle da corrente determinam como a energia percorre o veículo durante aceleração, velocidade constante e frenagem.






