A Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos adiou para setembro de 2028 a obrigatoriedade de novos lembretes do cinto nos bancos dianteiros. A regra deveria começar nesta terça-feira, mas fabricantes solicitaram mais tempo para adaptar sistemas eletrônicos, painéis e programas já próximos da produção.

Regra norte-americana para alertas nos bancos dianteiros foi adiada para 2028

Foto: Pexels-Luke Miller

O regulamento amplia alertas visuais e sonoros destinados a ocupantes que não utilizam o cinto. As exigências para os bancos traseiros também entrarão em vigor em 2028, permitindo que fabricantes realizem alterações durante o mesmo ciclo de desenvolvimento em vez de executar duas modificações separadas.

Um lembrete depende de sensores presentes no fecho, no banco e nos sistemas eletrônicos. O veículo precisa identificar ocupação, uso do cinto e condições em que o aviso deve permanecer ativo. Objetos colocados sobre o assento podem exigir lógica capaz de evitar alertas sem ocupantes.

Fabricantes argumentaram que o prazo anterior poderia atrasar ou cancelar modelos porque alterações realizadas perto da produção exigem testes e homologação. A autoridade aceitou o adiamento, mas manteve parte dos requisitos, indicando que o período adicional deverá ser utilizado para adaptar os projetos antes da nova data.

O alerta não impede a circulação sem cinto, mas procura modificar o comportamento por meio de sinais persistentes. A eficiência depende da capacidade de reconhecer ocupantes e de evitar procedimentos usados para desativar o aviso, como extensores ou fechos inseridos sem que o passageiro esteja protegido.

Lembrete do cinto mostra disputa entre prazo e segurança

Veículos autônomos acrescentam uma questão porque determinadas configurações não possuem posição fixa para o motorista. O regulamento mantém exigências visuais mesmo nesses casos, fazendo com que fabricantes precisem definir como apresentar alertas aos passageiros e ao sistema responsável por acompanhar a operação.

No Brasil, automóveis novos já possuem alertas conforme os requisitos aplicáveis a cada categoria e data de homologação. A experiência norte-americana mostra que normas de segurança precisam considerar o tempo de desenvolvimento, sem transformar adiamentos em períodos nos quais fabricantes deixam de preparar as alterações.

O novo prazo procura equilibrar aplicação técnica e objetivo de segurança. Até 2028, fabricantes precisarão integrar sensores, software e interfaces aos novos programas, permitindo que os alertas funcionem em diferentes bancos sem gerar avisos incorretos ou perder a capacidade de influenciar os ocupantes.