A Mitsubishi apresentou uma nova geração do Pajero na Tailândia e recolocou o nome no ciclo internacional da indústria. A novidade oferece um gancho para recuperar a trajetória do utilitário, iniciada em 1982 e posteriormente ligada a competições, produção brasileira e diferentes configurações destinadas a vários mercados.

História do utilitário reúne competição, fabricação nacional e diferentes gerações

Foto: Pexels-Shots by Sandhu

O primeiro Pajero surgiu como utilitário com chassi, tração nas quatro rodas e carrocerias de diferentes tamanhos. O nome foi utilizado em mercados internacionais, enquanto alguns países adotaram denominações como Montero e Shogun por razões linguísticas e comerciais relacionadas à interpretação local da palavra original.

A participação no Rali Dakar transformou o modelo em plataforma de competição e comunicação da marca. A Mitsubishi conquistou vitórias em diferentes edições e utilizou condições de areia, pedras e longas distâncias para desenvolver sistemas de tração, suspensão, refrigeração e resistência aplicados aos projetos de produção.

O Brasil recebeu unidades importadas antes de iniciar a fabricação de integrantes da família em Catalão, Goiás. A operação conduzida pela HPE Automotores produziu modelos como Pajero TR4 e Pajero Dakar, permitindo que fornecedores e trabalhadores nacionais participassem da trajetória do utilitário no mercado brasileiro.

O Pajero TR4 derivava de uma arquitetura voltada a um veículo de dimensões menores. Produzido no Brasil durante parte de sua existência, ele utilizava tração integral e atendia consumidores que procuravam um automóvel para deslocamento urbano e circulação por estradas sem pavimentação.

Pajero liga vitórias em ralis à produção brasileira em Catalão

O Pajero Dakar ocupava outro espaço, com estrutura, capacidade e configurações destinadas a viagens e transporte de passageiros. Sua fabricação em Goiás ampliou o conteúdo nacional da linha. Alterações cambiais, exigências ambientais e reorganizações internacionais influenciaram a continuidade dos diferentes modelos oferecidos no País.

As gerações internacionais adotaram motores, transmissões e sistemas de tração desenvolvidos conforme cada período. A evolução também incorporou controles eletrônicos, segurança e mudanças estruturais. Nem todos os veículos que utilizaram o nome Pajero compartilharam a mesma plataforma ou foram comercializados simultaneamente nos mesmos mercados.

A apresentação realizada na Tailândia não representa confirmação de retorno ao Brasil. Ela demonstra como uma denominação pode atravessar competição, importação e produção local. A história do Pajero permanece ligada à expansão da Mitsubishi no País e ao desenvolvimento do polo automotivo de Catalão.