Os consumidores brasileiros reduziram sua fidelidade às marcas de veículos, segundo pesquisa apresentada no Automotive Business Experience. O levantamento ouviu 1.750 pessoas em processo de compra de um automóvel novo e apontou que somente 17% pretendem permanecer com a fabricante utilizada atualmente.
Pesquisa indica que apenas 17% pretendem permanecer com a fabricante atual

O resultado indica que a relação construída durante a propriedade já não assegura a próxima compra. Preço, tecnologia, eletrificação, conectividade, atendimento e custo de manutenção ampliam a comparação. A entrada de fabricantes e a variedade de sistemas de propulsão também aumentam as alternativas avaliadas pelo consumidor.
Para as montadoras, conquistar um comprador passa a exigir mais do que comunicação na fase de venda. Concessionárias, revisões, peças, garantia, atualizações e solução de problemas integram a experiência. Uma falha depois da entrega pode levar o proprietário a considerar outra marca no ciclo seguinte.
A redução da fidelidade também pressiona o valor residual. Quando um modelo possui mercado secundário, rede e manutenção reconhecidos, o consumidor consegue estimar a despesa total com maior segurança. Marcas recentes precisam construir essas referências antes que seus primeiros veículos retornem às lojas como usados.
A eletrificação acrescenta perguntas sobre autonomia, recarga, bateria e assistência técnica. Mesmo compradores interessados em elétricos ou híbridos podem mudar de fabricante conforme infraestrutura e garantia. A escolha deixa de considerar somente o automóvel e passa a incluir serviços digitais, energia e suporte especializado.
Fidelidade às marcas cai e muda a disputa pelo comprador brasileiro
Para concessionárias, o desafio envolve manter contato sem transformar toda interação em oferta comercial. Informações sobre manutenção, recall e atualização podem fortalecer a relação. Serviços demorados, diagnósticos incompletos ou falta de componentes produzem efeito contrário, mesmo quando o veículo atende às expectativas de utilização.
A menor fidelidade cria espaço para novas marcas, mas não garante permanência. O primeiro produto pode atrair pela tecnologia ou pelo preço, enquanto a recompra dependerá do atendimento e da depreciação observados. A avaliação real começa após a entrega e acompanha todo o período de propriedade.
O percentual de 17% mostra uma disputa aberta em cada troca de veículo. Fabricantes precisam acompanhar motivos de saída, não apenas medir satisfação declarada. Recuperar fidelidade exigirá integrar produto, oficina, dados, financiamento e mercado de usados em uma experiência verificável pelo proprietário.







