A Ford apresentou o Del Rey no Brasil em 1981 para ocupar o segmento de automóveis destinados a consumidores que procuravam equipamentos e conforto em dimensões menores. O modelo utilizou a base mecânica do Corcel II e substituiu parte do espaço deixado por Galaxie, Landau e Maverick.
Sedã produzido entre 1981 e 1991 respondeu à busca por carros menores no Brasil

A escolha refletia as consequências das crises do petróleo e do aumento dos custos de combustível. Sedãs grandes perderam espaço, enquanto fabricantes buscavam veículos com motores menores. O Del Rey combinava a plataforma conhecida do Corcel com acabamento e itens pouco comuns no mercado nacional.
Entre os equipamentos estavam vidros e travas elétricos, relógio digital, luzes de leitura e console no teto, conforme versão e ano. O painel reunia instrumentos adicionais, enquanto bancos e revestimentos procuravam diferenciar o sedã dos modelos de entrada produzidos pela marca naquele período.
A linha começou com carroceria de duas e quatro portas. Em 1983, recebeu opção de transmissão automática e a perua Scala. O câmbio atendia consumidores que procuravam operação simplificada, embora o mercado brasileiro ainda concentrasse a procura nas transmissões manuais por preço e consumo.
O modelo adotou posteriormente o motor CHT, evolução do conjunto utilizado na família Corcel. Durante a Autolatina, recebeu o motor AP 1.8 de origem Volkswagen. A mudança aumentou o desempenho e exemplificou o compartilhamento de componentes entre as duas fabricantes durante a associação empresarial.
Ford Del Rey levou equipamentos de luxo à plataforma do Corcel
A Ford atualizou a dianteira e o acabamento ao longo dos anos, mas manteve a estrutura básica. A produção terminou em 1991, quando o Versailles, derivado do Volkswagen Santana, assumiu sua posição. Aproximadamente 350 mil unidades foram fabricadas durante uma década no mercado brasileiro.
Entre os veículos preservados, versões Ouro, Ghia, automáticas e com equipamentos completos despertam procura. Conservação do acabamento, funcionamento dos acessórios elétricos e histórico de manutenção influenciam a avaliação. Peças mecânicas apresentam disponibilidade diferente dos componentes internos e detalhes específicos de carroceria.
A trajetória do Del Rey registra uma resposta brasileira ao encarecimento dos automóveis grandes. Em vez de reproduzir dimensões do Landau, a Ford aplicou equipamentos em uma plataforma menor. O modelo tornou-se exemplo de como economia de combustível e diferenciação conviviam durante os anos 1980.







