A Commercial Vehicle Safety Alliance identificou o excesso de velocidade como a infração mais frequente durante uma operação realizada com motoristas de veículos comerciais e automóveis na América do Norte. A fiscalização reuniu Estados Unidos, Canadá e México para observar comportamentos associados ao risco de acidentes.
Fiscalização na América do Norte mostra fatores que também desafiam o transporte brasileiro

Os agentes abordaram 8.083 condutores e aplicaram 3.968 advertências e 2.604 autuações. Motoristas de veículos comerciais receberam 3.409 advertências e 1.956 multas, enquanto os demais condutores responderam por 559 advertências e 648 autuações durante a semana de fiscalização integrada.
O excesso de velocidade gerou 1.003 advertências e 691 multas. Entre condutores profissionais, foram registradas 772 advertências e 342 autuações. A operação também encontrou desobediência à sinalização, mudanças irregulares de faixa, distância insuficiente, ultrapassagens inadequadas, fadiga e utilização de detectores de radar.
Em um caminhão ou ônibus, velocidade e massa aumentam a distância necessária para parar. Estado dos pneus, carga, distribuição do peso, declive e funcionamento dos freios alteram a resposta. Por isso, obedecer ao limite não elimina a necessidade de reduzir conforme chuva, visibilidade e tráfego.
A fiscalização isolada não resolve o problema quando contratos e rotas incentivam jornadas incompatíveis com os limites. Prazos, filas em terminais, espera para carregar e falta de locais de descanso podem deslocar pressão para o motorista, que tenta recuperar tempo durante a circulação.
Velocidade lidera infrações entre motoristas profissionais
Tecnologias embarcadas permitem acompanhar velocidade, frenagens, horas de direção e comportamento por trecho. Esses dados podem orientar treinamento e manutenção, mas exigem critérios para evitar punições automáticas sem considerar contexto, falhas de sinalização, desvios obrigatórios ou condições impostas pela programação logística.
No Brasil, empresas de transporte utilizam telemetria, limitadores e sistemas de assistência ao motorista. O resultado depende da combinação entre equipamento, gestão de jornada, conservação da frota e infraestrutura. Veículos com recursos eletrônicos continuam sujeitos a acidentes quando a operação normaliza velocidade ou fadiga.
Os números norte-americanos funcionam como referência para transportadores brasileiros porque revelam comportamentos presentes em diferentes mercados. Segurança de veículos comerciais não começa apenas no freio ou no pneu. Ela inclui planejamento de rotas, formação profissional, fiscalização e contratos compatíveis com a circulação.






