A Stellantis encerrou o terceiro trimestre de 2026 com receita líquida de 37,6 bilhões de euros, avanço de 1% sobre o mesmo período de 2025, e prejuízo de 453 milhões de euros, redução de 90% na comparação anual. A América do Sul contribuiu com aumento de 3% na receita, apoiado por volumes estáveis e efeito cambial favorável.

Strada, Toro, Pulse e Ram ampliam vendas nos mercados sul-americanos

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“Durante o trimestre, continuamos avançando na execução inicial do nosso plano FaSTLAne 2030, lançando novos produtos, acelerando parcerias conforme planejado e entregando melhorias significativas em manufatura e qualidade”, afirma Antonio Filosa, presidente-executivo da Stellantis. O executivo acrescenta que o programa de criação de valor começou a contribuir para o resultado e mantém a meta de implementar pelo menos 40% das eficiências anuais de 6 bilhões de euros até o fim de 2026.

O resultado operacional ajustado atingiu 256 milhões de euros, ante 90 milhões de euros um ano antes. A margem correspondente passou de 0,2% para 0,7%, aumento de 50 pontos-base. Com exceção da Europa Ampliada, todas as regiões apresentaram margem operacional ajustada positiva no trimestre.

O fluxo de caixa livre industrial permaneceu negativo em 4 bilhões de euros, mas melhorou 295 milhões de euros em relação ao terceiro trimestre de 2025. A liquidez industrial disponível terminou setembro em 42,7 bilhões de euros, equivalente a 26% da receita líquida acumulada em 12 meses e dentro da faixa de 25% a 30% estabelecida pela companhia.

Na América do Sul, as vendas recuaram 4% na comparação anual, ou 2% quando considerada a Leapmotor. Mesmo com redução da participação, a Stellantis manteve a liderança regional, com 18,6% do mercado, índice que chega a 18,9% com a marca chinesa incluída.

América do Sul sustenta avanço da receita da Stellantis

Brasil e Argentina permaneceram como os mercados de liderança da empresa na região. A participação foi de 25,1% no mercado brasileiro e 25,3% no argentino. Com a inclusão da Leapmotor, os percentuais avançam para 25,5% e 25,6%, respectivamente.

Entre os modelos comercializados na América do Sul, a Fiat Strada registrou crescimento de 13% nas vendas em relação ao terceiro trimestre de 2025. A Toro avançou 26%, enquanto o Pulse cresceu 20%. A marca Ram aumentou suas vendas em 33%, movimento atribuído ao lançamento da Dakota.

Globalmente, os embarques consolidados somaram 1,286 milhão de unidades, redução de 1% na comparação anual. No acumulado de janeiro a setembro, chegaram a 4,244 milhões, alta de 7%. A receita acumulada alcançou 119,2 bilhões de euros, crescimento de 7%, e o resultado líquido ficou positivo em 217 milhões de euros.

A Stellantis manteve a projeção financeira para 2026, que prevê crescimento percentual médio de um dígito na receita, margem operacional ajustada na faixa de um dígito baixo e melhora do fluxo de caixa industrial. Para 2027, a companhia espera fluxo de caixa livre industrial positivo.

No quarto trimestre, a fabricante projeta embarques superiores aos do período anterior, preços estáveis e contribuição do capital de giro. O planejamento considera custos tarifários de 1 bilhão de euros no ano e continuidade das economias do programa de criação de valor em todas as operações globais.