Inadimplência segue em tendência de queda e recua 35,8% nos últimos 12 meses de acordo com a Anef

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    Texto: Printer Press Comunicação Corporativa

    Levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), referente ao mês de julho de 2010, confirma a tendência de queda na inadimplência acima de 90 dias na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos por pessoas físicas. O estudo aponta que o índice de inadimplência foi de 3,4% em julho de 2010, contra 5,3% no mesmo período no ano passado. Isso representa um recuo de 35,8% em 12 meses e de 22,7% no acumulado do ano. “O mercado encontra-se em nível de estabilidade, com as atividades econômicas restabelecidas, as vendas financiadas de automóveis seguindo em sua total normalidade e o consumidor demonstra mais maturidade, pois vem assumindo compromissos dentro de sua capacidade de pagamento. Prova disso é que o atual índice de inadimplência, de 3,4%, é inferior ao de agosto de 2008, quando estava em 3,74%, período referente à pré-crise financeira internacional”, avalia Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef.

    O saldo das carteiras de CDC e Leasing atingiu R$ 170,4 bilhões em julho de 2010, valor 14% superior ao registrado em julho de 2009 (R$ 149,3 bilhões). Desse total, R$ 115,2 bilhões correspondem ao CDC, que teve um incremento de 36,7% em doze meses (R$ 84,2 bilhões) e R$ 55,2 bilhões equivalem à carteira de Leasing, que apresentou uma retração de 15,3% em doze meses (R$ 65,1 bilhões).

    A taxa média de juros praticada pelas associadas à Anef em julho ficou em 1,45% ao mês, enquanto no mesmo período de 2009 essa taxa era de 1,49% ao mês. Já comparando os meses de junho e julho de 2010, houve uma elevação, porém, foi inferior a variação da Selic no período. Enquanto a Selic cresceu 0,03 ponto percentual, passando de 0,82% ao mês (junho) para 0,85% ao mês (julho), a taxa média de juros dos associados da Anef aumentou 0,02 ponto percentual, de 1,43% ao mês (junho) para 1,45% ao mês (julho). “Mesmo com essa alteração na taxa de juros, o saldo das carteiras de CDC e Leasing segue em elevação, o que reflete a confiança do consumidor na economia brasileira para as compras a prazo de automóveis”, afirma Almeida.

    Sobre os planos médios de financiamento, em julho, ficaram em 41 meses ante 42 meses no mesmo período do ano passado.

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