FEI busca a sétima vitória na 17ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Texto e Imagem: Assessoria de Imprensa
Os estudantes do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) fazem os últimos acertos nos bajas Zaya e Dipton que vão disputar a 17ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, que acontecerá de 24 a 27 de março, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo, em Piracicaba, SP. Para buscar o heptacampeonato, os alunos dos cursos de Engenharia Mecânica e Elétrica da FEI reduziram ainda mais o peso dos veículos, com uso de materiais, principalmente fibra de carbono.
A competição reunirá 67 equipes, cerca de 1,2 mil universitários de 59 instituições de ensino de quase todas as regiões do Brasil. Na modalidade, a FEI é tricampeã mundial (2004, 2007 e 2008), nos Estados Unidos e no ano passado comemorou o hexacampeonato (2001, 2002, 2005, 2007, 2009 e 2010) em Piracicaba. É a instituição de ensino brasileira com a maior quantidade de títulos nacionais e internacionais no gênero de veículo.
Com dois carros mais leves, a FEI levará para Piracicaba inovação no sistema de transmissão. Agora, o piloto do baja Zaya fará mudança de marcha de forma contínua, ou seja, o carro não precisará mais ficar parado para a troca ser feita. O baja pesa 150 kg, 3 kg a menos em relação ao veículo que disputou a competição em 2010. A aplicação de fibra de carbono em várias partes e o redimensionamento de peças permitiram a redução do peso.
Com a diminuição de peso, o carro ganhou melhor desempenho. “O baja fica mais fácil para dirigir e fazer curvas”, diz o capitão da equipe FEI Baja 2, Renato Storti Lotto, 22 anos, aluno do 10º ciclo do curso de Engenharia Mecânica Automobilística. Durante os testes na FEI, o baja Zaya alcançou 62 km/h. Em 2010, a velocidade máxima foi 58,5 km/h.
No baja Dipton, os estudantes adotaram novo sistema de fixação do motor estrutural. Parte do chassi foi retirada para a colocação do motor. A mudança, que contribuiu para a redução de 3 kg, influenciou na rigidez do chassi, tornando o veículo mais leve e econômico, e com melhor desempenho em aceleração, velocidade final e frenagem. “Substituímos também o assoalho estrutural de alumínio pelo de fibra de carbono”, conta o capitão da equipe FEI Baja 1, Marcio Henrique Leme Maia, 22 anos, aluno do 11º ciclo do mesmo curso.
TECNOLOGIA DE PONTA
Os dois bajas possuem wireless, que permite ao piloto ter em tempo real, numa tela de LCD acoplada ao volante, obter informações como carga de bateria, tempo do motor ligado, velocidade e rotação. Na parte ecológica, a laminação do banco dos dois carros é à base de fibra de Curauá, planta da família do abacaxi originária do Pará.
Além de GPS, os veículos também possuem sistema de telemetria, que gerencia e transfere ao box, em tempo real, informações como velocidade, rotação do motor, níveis da bateria e do tanque de combustível. Os carros estão equipados com placas para o aproveitamento de energia solar para carregar as baterias, dispensando a utilização da energia do motor. As placas levam cerca de cinco horas para ser recarregadas, com recarga após 12 horas de uso. Os faróis de lâmpadas LED também são alimentados por energia solar.
Em Piracicaba, os bajas serão submetidos a testes de tração, aceleração, velocidade máxima e um enduro de quatro horas, em pista de terra cheia de obstáculos, na qual carros e pilotos são desafiados no aspecto resistência. Antes disso, as equipes apresentam o projeto para uma banca de juízes, todos especialistas das principais indústrias da área da mobilidade.
