Fotos: Fernanda Freixosa
Pela primeira vez em cinco anos de história, o Itaipava GT Brasil disputará uma etapa em circuito de rua, na pista localizada no complexo do Anhembi. O traçado utiliza o Sambódromo como reta principal e mais 1.500 metros da Marginal Tietê como reta oposta. As características únicas exigem das equipes e pilotos das categorias Itaipava GT3 e Itaipava GT4 um trabalho especial na preparação dos carros dos sonhos para as atividades, que começam neste sábado (30).
A engenheira de pista da equipe Itaipava Racing Team, Rachel Loh, encarregada de cuidar dos dois Lamborghini Gallardo LP 560 dos pilotos Cleber Faria e Vanuê Faria e Renan Guerra, fala sobre o desafio enfrentado pelo time. “Este final de semana em particular será um grande desafio para adaptar esta categoria ao tipo de circuito em que vamos competir pela primeira vez. Principalmente por contarmos com apenas dois dias de atividades de pista”.
Para superar essa dificuldade, a equipe conta com um grande entrosamento entre pilotos e engenheiros. “O entendimento que temos no time será fundamental para que possamos superar estes desafios sem grandes problemas”. Buscando um acerto ideal para uma pista tão diferente do normal, a engenheira, que já trabalhou na Fórmula 1, explica o que será feito nos dois carros. “De cara, vamos começar com altura mais elevada em relação ao solo, usar configuração de asa com maior pressão aerodinâmica e mexer bastante no ajuste de molas e suspensão”, encerra.
“Mas com a longa reta da marginal teremos também uma preocupação, que é a relação de marchas do câmbio. Estou um pouco preocupado com os freios e se a nossa relação de câmbio está longa o suficiente para garantir uma boa velocidade nas retas sem acionar o limitador. Tudo indica que estamos no caminho certo, mas vamos ver durante os treinos”, encerra Rodolpho Mattheis. Treinos que, na verdade, abrem a programação da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestle, a prova brasileira da Fórmula Indy.