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Escapamento e catalisador devem estar em boas condições para que o veículo seja aprovado na inspeção ambiental veicular

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Vazamentos, vibração interna e aumento do ruído indicam que há problema no sistema de exaustão do veículo

Texto e Imagem: Assessoria de Imprensa
A inspeção ambiental veicular implantada na cidade de São Paulo que concentra 22% da frota circulante do País estimada em 29,9 milhões de veículos (dados do levantamento do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) requer cuidado e atenção especial com o escapamento e o catalisador que influenciam diretamente na emissão de poluentes e nível do ruído que também será inspecionado a partir deste ano.
O engenheiro Henry Grosskopf, gerente de Engenharia de Produtos da Tuper, maior fabricante de escapamentos da América Latina, explica que o sistema de exaustão do veículo é formado pelo tubo do motor, catalisador, silencioso intermediário e silencioso traseiro e o catalisador é responsável pelo processo de catálise, que transforma os gases nocivos, através de uma reação química, em gases inertes e água. Ele comenta que não há um prazo específico para substituição do escapamento e que existe uma estimativa de durabilidade, pois a vida útil é afetada por diversos fatores, como qualidade de combustíveis e utilização do veículo.
“Os sinais mais comuns que indicam desgaste do componente são: vazamentos, vibração interna (como se tivesse alguma coisa solta no seu interior) e aumento do nível de ruído”, revela.
O engenheiro afirma também que quando o escapamento apresenta problema, em certos casos, é possível consertá-lo, mas o reparo terá efeito em um curto prazo de tempo. “Se o sistema apresentou algum desses problemas é porque já está com sua vida útil comprometida”, completa.
No caso do catalisador, o engenheiro aponta que o problema mais comum é a quebra da sua parte interna, a cerâmica, onde estão impregnados os metais nobres que são responsáveis pela catálise. “Somente a substituição por um novo pode solucionar o problema”, garante.
O catalisador passou a ser obrigatório na década de 90 e, desde então, é um dos itens analisados nas inspeções veiculares. A eliminação dessa peça pode deixar o proprietário do veículo sujeito à multa, pois infringe a lei nº. 9.503, que institui o Código de Trânsito Brasileiro.
De acordo com o engenheiro, nos sistemas mais antigos (antes de 1992, quando foi implantado o uso dos catalisadores) a função do escapamento era somente atenuar o ruído emitido pelo funcionamento do motor. “Após essa data, além de atenuar o ruído dos motores, cabe também ao sistema de exaustão a catálise dos gases, ou seja, a transformação dos gases nocivos em gases inertes e água”, lembra.
O engenheiro informa que o catalisador é essencial para garantir o bom funcionamento do veículo e a preservação do meio ambiente. Sua função é modificar a composição química dos gases emitidos na atmosfera reduzindo sua toxicidade e contribuindo com a melhoria da qualidade do ar. O catalisador é formado por uma carcaça metálica com suporte cerâmico e óxido de alumínio que contém vários metais nobres ativos, inclusive fio de ouro. Revestida por uma manta expansiva, essa carcaça veda e faz o isolamento térmico, que tem fixação e proteção mecânica para transformar gases tóxicos (hidrocarbonetos, monóxidos de carbono e óxidos de nitrogênio) em gases inofensivos.

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