Levantamento aponta que 67% dos consumidores brasileiros gostariam de comprar seu próximo carro por meios eletrônicos
Texto: Assessoria de Imprensa
A Capgemini, uma das principais provedoras de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização do mundo, concluiu o seu 13o estudo automotivo anual e global, o Cars Online 11/12. O relatório revela o grande interesse dos consumidores pela compra de veículos por meio da internet e aponta novas tendências da indústria global automotiva, como o uso do carro como serviço e o desenvolvimento de inovações tecnológicas, como os aplicativos para smartphones.
O estudo, que foi realizado com oito mil consumidores no Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, traz uma análise detalhada do comportamento dos compradores de automóveis ao redor do mundo. O resultado inclui temas como padrões de compra, uso da mídia social, compras online, veículos verdes, interação com o consumidor, pós-venda e manutenção.
Os dados apurados revelam que, mundialmente, cresce a preferência por carros menores. Nos Estados Unidos, por exemplo, 59% dos entrevistados disseram que comprariam um carro pequeno. Nesse aspecto, Brasil (67%) e Índia (69%) apresentam os resultados mais expressivos, devido ao alto custo da gasolina. Outro indicador aponta que a fidelidade do cliente vai ficando para trás. Apenas 61% dos consumidores disseram que, provavelmente, comprariam ou alugariam a mesma marca do seu veículo atual, índice que é menor do que os 65% registrados em 2010.
O papel da internet durante o processo de compra está se tornando mais importante, com menos pessoas visitando os show-rooms. Entre os consumidores, 94% dizem fazer uma pesquisa na web antes da compra e 71% dos entrevistados provavelmente comprariam um veículo se tivessem observado comentários positivos postados em redes sociais. A pesquisa destaca ainda que 67% dos brasileiros gostariam de comprar um carro pela internet e que usariam qualquer canal de referência sobre o novo carro, diferente dos outros países que buscam por fontes seguras.
O comportamento dos consumidores na internet e o aumento do uso de tablets e smartphones são fatores que estão cada vez mais impactando o processo de decisão na hora de comprar um veículo. Para eles, informações sobre o produto, preço e demais orientações continuam sendo características primárias pesquisadas na web. O estudo aponta uma crescente dependência da mídia social e do conteúdo gerado pelo usuário, como fonte de informação sobre o produto e a concessionária no que se refere às últimas opiniões e resenhas de outros experts em automóveis e clientes.
No estudo deste ano, 42% dos pesquisados gostariam de comprar um veículo pela internet, número acima dos 37% de dois anos atrás. Os consumidores que não estão interessados em comprar por meio da web citam a impossibilidade de fazer o Test Drive e de receber informações completas do produto. Essas barreiras têm permanecido consistentes ao longo dos últimos anos, ainda que sejam claramente endereçáveis e possam ser capitalizadas pelos representantes e fabricantes.
A pesquisa revela também que os consumidores estão pensando em modelos alternativos para o uso do automóvel. Quase a metade dos entrevistados, 40%, gostaria de utilizá-lo como serviço. Em 2010, esse número era de 35%. “O carro está deixando de ser um bem próprio para ser um serviço. No futuro, vamos utilizá-lo dessa forma, alugando por hora, por dia ou por um final de semana e sempre com a possibilidade de utilizar veículos novos e modelos diferentes. Nesse modelo, o consumidor não precisará se preocupar com manutenção e impostos anuais”, afirma José Luiz Rossi, CEO da CPM Braxis Capgemini.
O interesse por veículos verdes continua a crescer, conforme as alternativas de automóveis elétricos vão assumindo o foco das atenções. 44% dos pesquisados (41% em 2009) disseram que atualmente possuem um veículo com combustível alternativo ou eficiente e 39% dos consumidores planejam comprar um veículo verde (30% em 2009).
Os veículos elétricos foram lançados para a grande massa nesse ano e há uma expectativa de que isso continue, em linha com o aumento do preço dos combustíveis, da conscientização ambiental e da oferta de créditos e incentivos fiscais dos governos. 42% dos consumidores esperam que os carros elétricos completos sejam uma opção viável (em termos de preço e disponibilidade) dentro de dois anos, mais do que 36% no ano anterior. Os entrevistados incluem ainda neste escopo veículos híbridos e movidos por, biodiesel, combustível de hidrogênio e gás natural. Entretanto, o valor permanece como o maior adversário às vendas de automóveis de combustível alternativos, seguidos pela autonomia da bateria, confiabilidade e segurança.
A falta de locais para recarga é outra preocupação para aqueles que consideram os veículos elétricos. A indústria automotiva precisa desenvolver soluções efetivas e trabalhar com o governo e terceiros para assegurar que a infraestrutura necessária esteja disponível para apoiar a mudança em direção à mobilidade.
Para mais informações e para fazer o download do estudo completo Cars Online 11/12, acesse: www.capgemini.com/carsonline.
