Empresa faturou na América do Sul e no mundo, respectivamente, US$ 1,6 bilhão e US$ 17,3 bilhões

Texto: Assessoria de Imprensa

A Cummins Inc., maior fabricante independente de motores Diesel do mundo, fechou o ano de 2012 com faturamento bruto de US$ 17,3 bilhões, apenas 3,9% inferior aos US$ 18 bilhões anotados no ano anterior. Diante de cenários econômicos e industriais adversos em vários mercados internacionais, no entanto, a empresa considerou o resultado como plausível, em especial porque o desempenho é o 2º melhor em seus 94 anos de história. 

Presente em mais de 190 países, com 600 distribuidores locais e 6.500 revendedores autorizados, os principais mercado internacionais da Cummins Inc., em 2012, foram os Estados Unidos [48%], Europa/Meio Leste [16%], Ásia/Austrália [11%], América Latina/México [10%], China [6%], Canadá e Índia[4%] e África [1%]. 

Ao isolar somente a divisão de motores, a Cummins Inc. faturou em 2012 US$ 10,7 bilhões, dos quais 58% provenientes dos Estados Unidos/Canadá, Europa/Oriente Médio [14%], América Latina/México [10%], Ásia [8%], China [5%], Índia [4%] e África [1%]. E porsegmento de aplicação, a Cummins Inc. anotou participações de 28% em caminhões pesados, ônibus/caminhões médios [19%], mineração/marine/óleo & gás [18%], caminhões leves/recreacionais [12%], construção/agrícola [12%] e motor estacionário [11%]. 

O cenário adverso da economia não foi capaz de interromper o processo evolutivo dos produtos Cummins. Tanto no atendimento às legislações do EPA – Environmental Protection Agency [norte-americana] ou do Euro – European Emission Standards for Diesel, a Cummins Inc. manteve-se na liderança, ao oferecer também a mais ampla faixa de potência de motores, de 150 hp a 4.000 hp. 

Na avaliação de Luis Afonso Pasquotto, vice-presidente da Cummins Inc. e presidente da Cummins South America, “apesar da crise global, o bom desempenho financeiro da companhia em 2012 oferece à Cummins posição privilegiada no futuro próximo. 2013 segue ainda com incerteza macroeconômica mundial. Mas como mantivemos investimentos de capital de US$ 1 bilhão e US$ 700 milhões em pesquisa e desenvolvimento, a Cummins está pronta para atender às sólidas tendências de crescimento que estão por vir nos próximos anos”. 

As sólidas tendências de crescimento, a que se refere Pasquotto, estão alicerçadas em futuras legislações de emissões [Euro VI, Tier 3, renovação de frota, biocombustíveis, por exemplo], desenvolvimento de infraestrutura [Copa Mundial no Brasil – 2014, Jogos Olímpicos no RJ – 2016 e Pré Sal – Óleo e Gás / Marítimo], globalização [novos entrantes na América do Sul nos setores automotivo, industrial, agricultura e mineração], e disponibilidade e custos da energia[continua escassez de energia elétrica na América do Sul]. 

No América do Sul

Quadro similar se apresentou à Cummins América do Sul, mas nesta região sobretudo por conta das consequências inerentes da transição de tecnologia, do Euro 3 para o Euro 5, particularmente no mercado mais significativo, o brasileiro. 

A Cummins América do Sul fechou 2012 com faturamento de US$ 1,6 bilhão [incluindo as joint-ventures]. Mesmo com a substancial queda de vendas do setor brasileiro de caminhões – 40% -, seu principal mercado sul-americano, a empresa também obteve seu 2º maior faturamento da história de 42 anos na região. 

“O volume de produção de motores em 2012 acompanhou o setor brasileiro de caminhões que anotou queda de 40%, mas a Cummins, pelo quinto ano consecutivo, manteve a liderança de market share, com 33%”, explica Pasquotto. 

No primeiro ano de vigência, a Cummins também ficou com a liderança, ao fornecer 19.842 motores Euro V, o equivalente a 28% do total de 69.667 unidades vendidas no País em 2012, que representaram 50% da produção de caminhões este ano. 

“Em outros países, nos períodos de transição de tecnologia, também houve um gap entre a oferta e a demanda. Isso é muito natural. Neste momento, no Brasil, nos esforçamos em levar ao conhecimento do usuário final as reais vantagens dos motores Cummins Euro V, que adotaram a tecnologia SCR – Selective Catalytic Reduction, entre elas a redução no consumo de combustível de 7 a 14%, em motores Diesel de 3.8 a 11 litros, em relação ao Euro 3, e os níveis baixíssimos de emissão de poluentes”, analisa Alexandre Savelli, diretor executivo da unidade de motores, para quem esses fatos justificaram a liderança de vendas dos modelos ISBs no ano passado. 

Savelli destaca ainda o resultado positivo da divisão de motores no setor brasileiro de ônibus, no qual registrou crescimento de 35%, passando de 2.351 unidades em 2011 para 3.173 motores no ano passado, quando o segmento registrou queda de 17%. 

Nova estrutura

Com o objetivo de se fortalecer institucionalmente e também de oferecer mais agilidade operacional e autonomia às seis Unidades de Negócios, a Cummins Brasil anunciou, em julho de 2012, a sua nova estrutura organizacional, com a nomeação de Alex Savelli para a Diretoria Geral de Motores [cilindrada igual ou inferior a 15 litros] e Julie Bermudez [cilindrada igual ou superior a 19 litros], de Fabio Magrin na Diretoria de Distribuição, abrangendo agora a América do Sul, e de Kip Schwimmer na Diretoria de Geração de Energia. 

À frente dos negócios de Turbo Technologies, Filtration e Emission Solutions foram mantidos, respectivamente, Fabiano De Luca, Marco Rangel e Mauricio Rossi. E no topo do organograma está Luis Afonso Pasquotto, presidente da Cummins América do Sul e vice-presidente da Cummins Inc. 

Nos últimos cinco anos, mas resultado de vários estudos de planejamentos estratégicos ao longo da década de 90, a Cummins Brasil, a exemplo de sua matriz, procurou diversificar suas atividades além das fronteiras da produção de motores Diesel, oferecendo soluções integradas. As unidades de negócios não só auxiliaram os índices de crescimento da produção e da comercialização de motores Diesel como também se consolidaram no mercado sul-americano. 

Pasquotto avalia que com a nova estrutura organizacional, a Cummins e suas unidades de negócios passaram a oferecer melhor apoio aos clientes, mais autonomia, rapidez nas decisões regionais, sinergia entre asunidades, melhor desenvolvimento das pessoas, agilidade no desenvolvimento de tecnologia local, “apetite” das unidades de negócios para crescer e desenvolver mais talento local. 

Na contrapartida, a Cummins Brasil está investindo cerca de R$ 163 milhões em infraestrutura, de modo a oferecer condições de crescimento das unidades de negócios até 2020. Parte desse investimento será destinada à nova unidade industrial da empresa no município de Itatiba, SP, a ser inaugurada em 2014, quando transferidas as unidades de negócios de Geração de Energia e Centro de Distribuição. E outra parte dos recursos será destinada à melhoria de processos e de instalação da atual unidade de motores. 

Investimentos

Mesmo diante dos desafios da transição de tecnologias de motores, a CumminsInc. manteve seus programas de investimentos em toda a região da América doSul. Em especial no Brasil estão investidos US$ 50 milhões na unidade fabril de Guarulhos para a renovação das instalações e cerca de US$ 90 milhões na nova fábrica da Cummins no município de Itatiba, a ser inaugurada em 2015, quando serão transferidas a unidade de negócios de Geração de Energia e Centro de Distribuição de Peças. 

“Em Itatiba, os serviços de terraplanagem já estão concluídos e os de infraestrutura estão em andamento. Vamos dar início às operações daquela planta no primeiro semestre de 2015”, explica Pasquotto, “o importante é que, para a Cummins Inc., a América do Sul é uma das prioridades, diante do mercado futuro muito promissor”.