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ZF vende unidade ADAS e reforça estratégia de reestruturação

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A ZF Friedrichshafen AG apresentou os resultados anuais de 2025, com vendas globais de 38,8 bilhões de euros e margem EBIT ajustada de 4,5%, superando as projeções. O fluxo de caixa livre ajustado atingiu 1,4 bilhão de euros, frente a 305 milhões em 2024. Na América do Sul, as operações somaram 1,3 bilhão de euros, com destaque para o Brasil, que continua sendo o principal mercado da região.

Dívida líquida recua e América do Sul, com destaque para Brasil, mantém relevância

“Operacionalmente, ultrapassamos as metas de 2025. O fato de que nosso programa de eficiência está ganhando força nos incentiva a manter o curso. O desempenho e a rentabilidade têm prioridade sobre as vendas e o tamanho. Mas também sabemos que continuar nosso caminho ascendente exigirá foco total e o máximo esforço em todo o Grupo”, afirmou Mathias Miedreich, CEO da ZF, durante a apresentação dos resultados em Friedrichshafen.

A empresa reduziu sua dívida líquida para 10,2 bilhões de euros, mesmo em um cenário desafiador. Foram cerca de 250 milhões de euros em passivos financeiros eliminados ao longo do ano. O CFO Michael Frick destacou que a desalavancagem é um sinal de estabilidade e confiança para colaboradores, clientes e mercados de capitais.

Entre as medidas estratégicas, a ZF encerrou projetos de mobilidade elétrica considerados não lucrativos, o que resultou em baixa contábil de aproximadamente 1,6 bilhão de euros. A decisão gerou impacto negativo de 2,1 bilhões de euros no resultado líquido, mas ampliou a flexibilidade para investimentos futuros.

Outro passo relevante foi a venda da unidade de negócios de sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS) para a Harman Inc., operação avaliada em 1,5 bilhão de euros e prevista para conclusão no segundo semestre de 2026. A empresa também estruturou sua divisão de Powertrain Elétrico como unidade independente, reforçando competitividade e alinhamento com o plano de reestruturação.

ZF vende unidade ADAS e reforça estratégia de reestruturação

O grupo encerrou 2025 com 153.153 colaboradores, redução de 5% em relação ao ano anterior. Na Alemanha, a força de trabalho caiu para 49.210 pessoas, dentro da meta de redução anunciada em 2024.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento somaram 3,3 bilhões de euros, mantendo o índice em 8,6% das vendas, o que posiciona a ZF entre os principais investidores empresariais da Europa. As despesas de capital foram de 1,8 bilhão de euros, correspondendo a 4,6% das vendas.

Para 2026, a ZF projeta vendas superiores a 38 bilhões de euros e margem EBIT ajustada entre 4% e 5%. O fluxo de caixa livre ajustado deve superar 1 bilhão de euros, excluindo efeitos de fusões e aquisições. A empresa avalia que o ambiente econômico seguirá moderado, especialmente no setor de veículos comerciais.

“O cenário geral não mudou: não observamos nenhuma recuperação ampla da demanda. Temos de atuar num ambiente sem crescimento significativo do mercado. Isso requer maior rentabilidade. Este continua a ser o nosso foco, juntamente com a geração de fluxos de caixa para redução de endividamento”, concluiu Michael Frick.

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