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Pirelli define compostos para enfrentar os desafios da Catedral da Velocidade

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Os compostos e as condições climáticas serão fatores centrais no GP dos Países Baixos de Moto2 e Moto3, disputado neste fim de semana no TT Circuit Assen. A Pirelli definiu uma estratégia baseada na utilização dos compostos macio e médio para os dois eixos das motocicletas, apostando principalmente nas opções traseiras mais macias diante das temperaturas elevadas registradas na Europa e das características do circuito conhecido como “Catedral da Velocidade”.

Características do circuito de Assen e a onda de calor na Europa orientam a estratégia para a etapa

“O circuito de Assen representa um desafio único no calendário devido ao seu traçado extremamente fluido, que exige dos pilotos a manutenção de um ritmo elevado e constante ao longo de toda a volta”, afirma Giorgio Barbier, Diretor de Competições de Motociclismo da Pirelli. Segundo ele, as condições esperadas para a etapa favorecem a utilização dos pneus traseiros SC0, na Moto2, e SC1, na Moto3, em razão do maior nível de aderência proporcionado por esses compostos.

A fabricante disponibilizará para ambas as categorias pneus macios e médios nos eixos dianteiro e traseiro. A expectativa é que as soluções traseiras mais macias sejam utilizadas durante todo o fim de semana, incluindo as corridas. A avaliação da empresa considera que, em temperaturas elevadas, esses compostos conseguem compensar com mais eficiência a redução da aderência provocada pelo aquecimento do asfalto.

Na dianteira, a escolha tende a depender das características de cada motocicleta e do estilo de pilotagem. A Pirelli entende que tanto o SC1 macio quanto o SC2 médio apresentam condições para atender às exigências da pista. O desafio do pneu dianteiro não está relacionado ao desgaste excessivo, mas à necessidade de manter estabilidade, precisão nas mudanças rápidas de direção e comportamento consistente ao longo de toda a prova.

As características do TT Circuit Assen explicam essa estratégia. O traçado é formado por uma sequência de curvas de alta velocidade e mudanças constantes de direção, exigindo equilíbrio entre motocicleta e pneus durante toda a volta. Embora não seja um circuito marcado por velocidades máximas elevadas, o ritmo constante e as cargas laterais contínuas impõem elevada exigência aos componentes.

Pirelli define compostos para enfrentar os desafios da Catedral da Velocidade

Outro fator relevante é o comportamento do asfalto. A baixa abrasividade reduz o desgaste superficial dos pneus, mas aumenta a importância da resistência estrutural e da capacidade de suportar o estresse térmico gerado ao longo da corrida. A ausência de grandes zonas de frenagem também dificulta o aquecimento dos compostos, cenário que pode ser potencializado pelas mudanças climáticas frequentes observadas na região.

“Considerando as altas temperaturas esperadas, as soluções traseiras macias, SC0 na Moto2 e SC1 na Moto3, representam uma opção particularmente eficaz graças ao maior nível de aderência que proporcionam”, destaca Giorgio Barbier. O executivo acrescenta que, na dianteira, estabilidade, precisão e consistência permanecem fatores determinantes para enfrentar um circuito onde cada mudança de direção exige resposta imediata do conjunto formado por motocicleta e pneus.

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