Os proprietários de veículos mantêm grande parte da frota brasileira sem cobertura de seguro, enquanto apenas 29% dos automóveis em circulação contam com esse tipo de proteção, segundo informação publicada nesta semana. O cenário amplia a exposição financeira dos motoristas diante de colisões, furtos, roubos e danos causados a terceiros.
Baixa cobertura amplia exposição financeira diante de colisões, furtos e roubos

A diferença entre a quantidade de veículos e o número de apólices indica que a decisão de contratar o serviço continua relacionada ao orçamento familiar, ao perfil do condutor, à região de circulação e ao valor necessário para reparar ou substituir o bem.
O seguro automotivo pode reunir coberturas distintas. As modalidades variam entre proteção contra colisão, incêndio, furto, roubo, eventos naturais, danos materiais a terceiros e danos pessoais decorrentes de ocorrências envolvendo o veículo segurado.
A contratação exige atenção às condições estabelecidas na apólice. O proprietário deve verificar quais situações estão cobertas, quais são as exclusões, qual o valor da franquia e quais serviços de assistência podem ser utilizados durante a vigência.
A franquia corresponde à participação do segurado em determinados reparos. Um plano com franquia menor pode apresentar preço diferente de outro que transfira ao proprietário uma parcela maior do custo em caso de ocorrência.
Maioria da frota brasileira circula sem seguro automotivo

O perfil de utilização também interfere na avaliação. Quilometragem, endereço onde o veículo permanece, finalidade particular ou profissional, idade dos condutores e histórico informado à seguradora podem alterar as condições oferecidas.
Para veículos financiados, a ausência de cobertura representa uma preocupação adicional. Uma perda total ou um roubo não elimina automaticamente a dívida assumida com a instituição financeira. O proprietário pode permanecer responsável pelo contrato mesmo sem dispor do automóvel.
Quem não contrata uma cobertura completa pode avaliar modalidades voltadas a riscos específicos, como danos a terceiros ou assistência emergencial. A comparação deve considerar limites de indenização e condições de atendimento.
Também é necessário diferenciar seguro regulado de outros serviços de proteção veicular. O consumidor precisa verificar quem oferece o produto, quais normas orientam a atividade e como são realizados os procedimentos de indenização.
A baixa cobertura da frota reforça a necessidade de calcular o impacto de uma ocorrência no orçamento. A contratação deve ser definida depois da comparação entre propostas, coberturas e capacidade financeira do proprietário.






