A Nexen Tire começará a utilizar eletricidade renovável em sua fábrica de Yangsan, na Coreia do Sul, a partir de novembro. Um contrato direto com a SK Innovation E&S fornecerá energia eólica e solar para reduzir as emissões associadas à produção de pneus destinados às montadoras e ao mercado de reposição.
Contrato abastecerá fábrica sul-coreana com fontes eólica e solar a partir de novembro

O acordo contempla aproximadamente 4 MW de capacidade e fornecimento anual próximo de 6 GWh. A fabricante estima evitar 2.700 toneladas de dióxido de carbono por ano, considerando a substituição de parte da eletricidade anteriormente consumida pela unidade industrial durante seus processos produtivos.
A produção de pneus utiliza energia em mistura de compostos, preparação dos materiais, vulcanização, acabamento e inspeção. A origem da eletricidade interfere nas emissões incorporadas ao produto antes de sua instalação no veículo, ampliando a análise ambiental para além do consumo de combustível durante a circulação.
Montadoras europeias passaram a acompanhar as emissões geradas por seus fornecedores. Esse processo inclui matérias-primas, energia, transporte e fabricação dos componentes. Um pneu pode atender desempenho, durabilidade e segurança, mas também precisa apresentar dados sobre a pegada associada à sua produção industrial.
A Nexen já utiliza instalações solares em outra fábrica sul-coreana. Parte desses sistemas, atualmente operados por meio de contratos de locação, deverá passar gradualmente ao controle da empresa quando os acordos terminarem, ampliando sua participação direta na geração de eletricidade para as atividades industriais.
Energia renovável entra na produção de pneus da Nexen
Contratos de fornecimento renovável permitem planejar consumo e emissões durante períodos definidos. Eles também exigem critérios para comprovar origem, volume entregue e correspondência entre geração e utilização. Sem rastreabilidade, a redução informada pode não representar a energia efetivamente associada à fábrica.
No Brasil, fabricantes de pneus e autopeças encontram uma matriz elétrica com participação de fontes renováveis, mas precisam medir o consumo de cada unidade. Geração própria, contratos no mercado livre e eficiência dos equipamentos podem reduzir custos e emissões, dependendo do perfil operacional da instalação.
A iniciativa mostra que a concorrência entre fornecedores automotivos passa a incluir a origem da energia. Preço, qualidade e prazo continuam determinando contratos, enquanto emissões mensuráveis ganham espaço nos critérios de compra das montadoras e nos relatórios exigidos ao longo da cadeia produtiva.






