O governo da Índia ampliou o programa PM E-DRIVE para permitir subsídios a até 4,579 milhões de motocicletas e scooters elétricas. A mudança divulgada em 14 de agosto aumenta em 2,1 milhões o limite anteriormente estabelecido e prorroga o apoio ao segmento até 31 de março de 2028.
Programa PM E-DRIVE recebe mais recursos e estende subsídios até março de 2028

O orçamento total do programa foi elevado para 119 bilhões de rúpias, com a maior parcela adicional destinada aos veículos elétricos de duas rodas. A verba específica para essa categoria passou de 17,72 bilhões para 27,67 bilhões de rúpias depois da alteração anunciada pelo governo.
A política busca acelerar a eletrificação em um mercado no qual motocicletas e scooters possuem participação central na mobilidade. Veículos de duas rodas exigem baterias menores que automóveis, característica que reduz parte do custo e permite recarga em condições diferentes das necessárias aos conjuntos de maior capacidade.
O incentivo atual é calculado pela capacidade da bateria e possui limites relacionados ao preço do veículo. Essa estrutura direciona o benefício para produtos abaixo de determinada faixa, tentando concentrar recursos em categorias de volume e evitar que a maior parcela do orçamento seja absorvida por modelos mais caros.
Para fabricantes, a previsibilidade até 2028 permite planejar produção, fornecedores e investimentos com um horizonte maior. Incentivos que terminam rapidamente podem provocar antecipação das vendas seguida por retração, enquanto programas mais longos dão tempo para a indústria ajustar capacidade e trabalhar na redução progressiva dos custos.
Índia amplia incentivo para 4,5 milhões de motos elétricas
A Índia também possui uma cadeia local de fabricantes de motocicletas que busca aumentar a participação dos elétricos sem abandonar motores a combustão. Esse desafio possui pontos de contato com o Brasil, outro país no qual veículos de duas rodas têm papel relevante em deslocamentos pessoais e atividades profissionais.
Para a indústria brasileira, acompanhar a Índia ajuda a observar como escala e políticas públicas podem acelerar o desenvolvimento de baterias, motores e componentes. Empresas indianas já ampliam sua presença internacional, inclusive no Brasil, tornando o crescimento doméstico uma fonte potencial de tecnologia e redução de custos globais.
A ampliação do PM E-DRIVE mostra como a eletrificação das duas rodas pode seguir ritmo diferente da transição dos automóveis. Menor capacidade de bateria, grande quantidade de usuários e utilização urbana criam condições próprias, capazes de transformar motocicletas elétricas em uma das principais frentes da mobilidade asiática.






