A Vidroforte ampliou sua participação na cadeia brasileira de ônibus ao desenvolver no País um módulo integrado de janelas que transfere para o fornecedor uma etapa anteriormente executada pelas próprias encarroçadoras. A empresa investiu R$ 9 milhões em sua estrutura produtiva e estabeleceu capacidade para fabricar até 300 janelas por dia, movimento que acrescenta uma nova operação à cadeia nacional de componentes.
Vidroforte investe R$ 9 milhões e transfere para o fornecedor uma etapa antes feita pelas encarroçadoras

O projeto modifica a forma de fornecimento desse conjunto. Em vez de adquirir separadamente vidro, alumínio, puxadores, articulações e borrachas para realizar a montagem internamente, as encarroçadoras passam a receber um módulo preparado para instalação no veículo.
A mudança permite concentrar diferentes componentes em uma única cadeia de fornecimento e reduz etapas dentro das fábricas de ônibus. Para o fornecedor, entretanto, aumenta a responsabilidade sobre desenvolvimento, produção, controle de qualidade e entrega.
O desenvolvimento envolveu pesquisas em mercados como China, Espanha, Alemanha, Turquia e Estados Unidos. A análise permitiu comparar sistemas utilizados por fabricantes internacionais antes da definição da solução destinada ao mercado brasileiro.
O investimento realizado em 2025 também alcançou processos de impressão digital, têmpera, lapidação e corte. Parte dessa estrutura foi utilizada na preparação da nova linha.
Indústria de ônibus nacionaliza produção de módulos de janelas
A empresa projeta que a operação com módulos integrados represente 40% de sua receita até 2027. Novos investimentos estão previstos para ampliar a produção de para-brisas e automatizar processos.
O movimento ocorre enquanto fabricantes brasileiros de ônibus procuram aumentar produtividade e conteúdo nacional. A chegada de diferentes tecnologias de propulsão também exige mudanças em componentes que não estão diretamente relacionados ao motor.
A nacionalização de sistemas pode reduzir etapas logísticas e ampliar a participação de fornecedores locais nos projetos desenvolvidos pelas encarroçadoras.
Para a indústria automobilística brasileira, o processo mostra que a nacionalização não está limitada a motores, transmissões ou sistemas eletrônicos. Componentes estruturais e módulos completos também podem transferir engenharia e produção para fornecedores instalados no País.






