A Nio abriu suas primeiras estações de quinta geração para troca automatizada de baterias na China. A expansão levou a rede a superar 4 mil pontos e ampliou a compatibilidade para veículos das três marcas do grupo: Nio, Onvo e Firefly.

Quinta geração amplia compatibilidade e leva sistema a veículos de três marcas

Foto: Nio

As novas instalações utilizam uma plataforma desenvolvida pela própria empresa e ajustam a configuração para localizar os pontos de fixação de cada bateria. O sistema atende veículos com diferentes distâncias entre eixos, permitindo que carros menores passem a utilizar uma infraestrutura anteriormente limitada a determinados modelos.

A troca de bateria oferece uma alternativa ao carregamento convencional. Em vez de permanecer ligado a um carregador durante determinado período, o veículo entra em uma estação que remove o conjunto descarregado e instala outro previamente preparado, reduzindo o tempo necessário para recuperar autonomia.

Esse modelo exige investimento superior ao de um ponto de recarga convencional porque a estação precisa armazenar baterias, operar equipamentos automatizados e administrar conjuntos compatíveis. Em contrapartida, a padronização pode permitir que muitos veículos utilizem a mesma infraestrutura, principalmente quando pertencem a plataformas desenvolvidas pelo mesmo grupo.

A Nio ultrapassou 120 milhões de trocas realizadas e possuía 4.006 estações na China em 7 de agosto, além de mais de 5 mil estações de carregamento. A rede cobre centenas de cidades e inclui instalações posicionadas em corredores rodoviários chineses.

Nio supera 4 mil estações de troca de baterias na China

A expansão mostra que infraestrutura de eletrificação pode seguir modelos diferentes conforme o mercado. Carregamento residencial, recarga pública rápida e troca de baterias atendem necessidades distintas, criando alternativas que dependem de densidade urbana, volume de usuários, padronização dos veículos e disponibilidade de energia.

Para fabricantes, a principal dificuldade da troca está na arquitetura. Baterias precisam permitir remoção automatizada, o que condiciona projeto estrutural, conexões elétricas e sistemas de refrigeração. Essa necessidade torna mais difícil criar uma solução universal quando diferentes montadoras desenvolvem seus próprios formatos e tecnologias.

A experiência chinesa será acompanhada por outros mercados porque revela uma infraestrutura já operando em escala. O resultado econômico do modelo dependerá da utilização das estações e da capacidade de distribuir o investimento por milhões de operações, mantendo baterias, equipamentos e software disponíveis ao longo dos anos.