A Nissan inaugurou em Resende, no Rio de Janeiro, o Centro Integrado de Engenharia e Qualidade, estrutura que recebeu investimento de R$ 20 milhões. O espaço reúne pesquisa, desenvolvimento, engenharia da qualidade e parte da área de compras, concentrando atividades antes divididas entre Paraná e Rio de Janeiro.
Investimento de R$ 20 milhões reúne desenvolvimento, testes e compras no complexo industrial

O novo prédio integra mais de 120 profissionais, a maioria engenheiros, e aproxima desenvolvimento, testes e produção dentro do mesmo complexo industrial. A mudança reduz deslocamentos entre equipes, facilita decisões sobre veículos fabricados localmente e cria uma rotina mais próxima entre engenharia, qualidade, fornecedores e linha de montagem.
A centralização também amplia a capacidade de realizar testes de veículos, componentes e equipamentos sem depender de estruturas distantes da fábrica. Para uma montadora, essa proximidade pode encurtar ciclos de validação, acelerar correções e permitir que problemas identificados durante a produção sejam analisados com participação direta dos engenheiros responsáveis.
A engenharia local ocupa papel diferente daquele da simples montagem. Equipes instaladas no País podem adaptar componentes, calibrações e processos às condições brasileiras de combustível, pavimento, temperatura e uso, além de participar de projetos destinados a outros mercados quando a operação regional recebe responsabilidades adicionais de desenvolvimento.
O investimento ocorre em um momento no qual fabricantes procuram reduzir tempo entre projeto e produção e aumentar a integração com fornecedores. Sistemas eletrônicos, software, novos materiais e eletrificação ampliaram a quantidade de especialidades envolvidas, tornando a comunicação entre engenharia, qualidade e compras uma etapa central dos programas automotivos.
Nissan concentra engenharia e qualidade em Resende
Para a cadeia brasileira, um centro técnico também cria demanda por laboratórios, empresas de testes, ferramentarias, universidades e fornecedores capazes de participar das fases iniciais dos projetos. Quanto mais cedo uma empresa local entra no desenvolvimento, maiores são as possibilidades de nacionalizar componentes e consolidar conhecimento industrial no País.
A concentração das equipes em Resende encerra uma divisão herdada do período em que a Nissan produzia no Paraná em parceria com a Renault. Mais de uma década depois da mudança industrial para o Rio de Janeiro, a empresa passa a reunir produção, engenharia e qualidade no mesmo polo.
O novo centro não altera sozinho a escala da indústria brasileira, mas reforça uma tendência de aproximar manufatura e desenvolvimento. Para o setor automotivo, a presença de engenharia local define quanto valor tecnológico permanece no País e quanto a operação depende de decisões e projetos realizados no exterior.






