O Euro NCAP pediu aos fabricantes de semirreboques que ampliem voluntariamente a proteção traseira contra o encaixe de automóveis sob os implementos. A recomendação procura reduzir consequências de colisões nas quais a estrutura do carro não encontra uma barreira posicionada para absorver o impacto.
Entidade relaciona mudanças estruturais à redução de mortes em colisões rodoviárias

O encaixe ocorre quando a parte dianteira do automóvel passa abaixo da traseira do implemento. Nessa situação, áreas projetadas para deformação podem não atuar conforme previsto. Para-brisa, colunas e cabine recebem cargas que aumentam o risco para motorista e passageiros durante a colisão.
A entidade relaciona aproximadamente 400 mortes anuais na Europa a falhas de proteção contra esse tipo de acidente. Ensaios indicaram que determinadas barras podem apresentar posição, largura ou resistência insuficientes. O desempenho também precisa considerar colisões descentralizadas, quando apenas parte da frente atinge o semirreboque.
As estruturas traseiras devem combinar resistência e capacidade de direcionar a força para regiões do automóvel preparadas para o impacto. Uma barra rígida instalada sem integração ao chassi do implemento pode falhar nas fixações. Dimensões, materiais, soldas e pontos de apoio participam do resultado.
A proteção também precisa funcionar sem impedir operação, acesso à carga e circulação em rampas. Fabricantes avaliam peso, distância do solo e compatibilidade com diferentes implementos. Alterações aumentam massa e custo, mas podem reduzir as consequências de acidentes envolvendo veículos com alturas diferentes.
Euro NCAP cobra proteção traseira maior nos semirreboques
No Brasil, resoluções estabelecem requisitos para dispositivos de proteção traseira em veículos de carga. A manutenção é necessária porque impactos, corrosão e modificações podem comprometer o componente. Pintura ou aparência externa não confirmam que travessas, suportes e fixações conservem a resistência prevista.
Transportadores devem evitar adaptações que mudem a posição da barra para instalar acessórios ou facilitar determinada operação. Qualquer alteração estrutural precisa respeitar a homologação. Durante inspeções, deformações, trincas e parafusos ausentes devem ser tratados como itens relacionados à segurança, não somente ao acabamento.
A recomendação do Euro NCAP leva a avaliação de segurança para além dos automóveis. Caminhões e implementos dividem as rodovias com veículos menores. Reduzir mortes depende da interação entre essas estruturas, além de frenagem, sinalização, comportamento dos condutores e fiscalização das condições dos equipamentos.







