A Lamborghini completa 55 anos da linhagem Super Veloce em 2026, conectando cinco gerações de modelos V12 desde o Miura SV, apresentado em 1971, até o Revuelto SV lançado em agosto deste ano. A sigla SV, derivada de Super Veloce, ou Super Veloz, passou a identificar versões que recebem alterações de potência, peso, aerodinâmica e dinâmica e são produzidas em quantidade limitada.

Cinco gerações mostram como a sigla SV acompanhou os modelos V12 da fabricante

Foto: Automobili Lamborghini

“Durante 55 anos, as siglas SV têm representado uma importante expressão da filosofia V12 da Lamborghini”, declara Stephan Winkelmann, presidente e CEO da Automobili Lamborghini. O executivo participou da apresentação de três gerações da família: Murciélago LP 670-4 SV, Aventador SV e Revuelto SV.

A trajetória começou com o Miura SV. Seu motor V12 central de 4,0 litros entregava 385 cv e permitia acelerar de 0 a 100 km/h em aproximadamente 5,5 segundos, enquanto a velocidade máxima superava 280 km/h. A Lamborghini produziu 150 unidades destinadas aos clientes.

O conceito retornou em 1995 com o Diablo SV. A versão reduziu 40 kg em relação ao modelo de origem e recebeu mudanças nas entradas de ar, suspensão e freios. O V12 de 5,7 litros desenvolvia 510 cv e levava o automóvel de 0 a 100 km/h em cerca de 4,5 segundos.

Em 2009, o Murciélago LP 670-4 SV incorporou um V12 de 6,5 litros com 670 cv. A redução de aproximadamente 100 kg foi acompanhada por mudanças aerodinâmicas, incluindo spoiler traseiro e splitter dianteiro. O modelo também introduziu a tração integral na linhagem Super Veloce e acelerava de 0 a 100 km/h em cerca de 3,2 segundos.

Lamborghini liga Miura e Revuelto em 55 anos de modelos SV

Foto: Automobili Lamborghini

A Lamborghini apresentou o Aventador SV em 2015. Seu V12 de 6,5 litros produzia 750 cv, enquanto a carroceria utilizava fibra de carbono para reduzir massa. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorria em 2,8 segundos e a produção foi limitada a 600 unidades.

A etapa seguinte chegou em 2026 com o Revuelto SV, primeiro Super Veloce equipado com um sistema de propulsão híbrido elétrico. O conjunto associa o motor V12 aspirado à eletrificação para entregar 1.065 cv e 1.425 Nm. A série será limitada a 1.963 unidades.

O modelo também utiliza mudanças na aerodinâmica, redução de peso, suspensão desenvolvida para a configuração, sistema de frenagem e o modo de condução Pilota.

Ao longo de cinco gerações, a aplicação da sigla acompanhou diferentes soluções técnicas. O Miura estabeleceu o conceito em 1971, o Diablo retomou a denominação em 1995, o Murciélago incorporou a tração integral, o Aventador ampliou o uso de fibra de carbono e o Revuelto levou a família SV à eletrificação.

A sequência dos modelos mostra como a Lamborghini preservou a denominação Super Veloce enquanto alterava as tecnologias empregadas em cada período. Cinquenta e cinco anos depois do Miura SV, o Revuelto SV passa a representar a etapa híbrida dessa cronologia.