A Range Rover inicia uma nova etapa de sua estratégia de eletrificação com o Range Rover Electric, primeiro modelo da linha equipado exclusivamente com propulsão elétrica. Produzido em Solihull, no Reino Unido, o SUV utiliza dois motores elétricos de 260 kW cada, entrega aproximadamente 550 cv e 850 Nm de torque e alcança autonomia real estimada de até 535 km. Não há previsão de chegada do modelo ao Brasil.
Modelo produzido em Solihull mantém arquitetura compartilhada com outras motorizações

“O Range Rover Electric é o resultado de uma década de engenharia e desenvolvimento tecnológico, estabelecendo uma nova referência para o Range Rover. A propulsão elétrica é perfeitamente adequada ao refinamento do Range Rover, elevando a sensação de calma e isolamento para os ocupantes”, afirma Martin Limpert, diretor-geral da Range Rover.
Os dois motores elétricos utilizam ímãs permanentes e trabalham com uma bateria de íons de lítio de 118,5 kWh de capacidade utilizável, formada por 344 células prismáticas. A arquitetura elétrica de 800 volts permite utilizar carregadores rápidos de corrente contínua de até 350 kW.

Nessas condições, a bateria pode passar de 10% para 80% em aproximadamente 22 minutos. Dez minutos de recarga podem acrescentar cerca de 220 km de autonomia. Pelo ciclo NEDC, o alcance informado chega a 600 km.
A eletrificação também modifica o gerenciamento da tração. O sistema Integrated Traction Management controla a velocidade dos motores em 50 milissegundos e administra a perda de aderência até 100 vezes mais rapidamente que um sistema equivalente de veículo a combustão.
Primeiro Range Rover elétrico chega com autonomia de até 535 quilômetros

O Intelligent Driveline Dynamics pode variar a distribuição do torque traseiro entre 100% e zero. O conjunto permite ainda atravessar trechos alagados com até 90 centímetros de profundidade.
O modo Single Pedal oferece três níveis de regeneração de energia e pode auxiliar o veículo em subidas. O Range Rover Electric consegue partir em inclinações de até 33 graus e realizar subidas em movimento com até 45 graus.
O conjunto permite acelerar de zero a 100 km/h em 4,5 segundos. A retomada de 80 a 120 km/h ocorre em 2,7 segundos. A suspensão pneumática de duas câmaras e o centro de gravidade mais baixo integram as alterações destinadas ao comportamento dinâmico.
“A característica que define o Range Rover Electric é sua capacidade de desempenho em todas as superfícies, com conforto e refinamento. Trabalhamos para garantir que ele mantivesse essas qualidades”, afirma Matt Becker, diretor de Engenharia de Veículos da JLR.
O desenvolvimento envolveu mais de 1,5 milhão de quilômetros de testes físicos, além de mais de 250 mil horas de avaliações virtuais e práticas. Os trabalhos ocorreram em locais como Arjeplog, na Suécia, com temperaturas de até 40 graus Celsius negativos, no deserto de Dubai e nas instalações de Eastnor Castle, no Reino Unidoo.
Entre as tecnologias desenvolvidas está o ThermAssist, sistema de gerenciamento térmico destinado a otimizar autonomia, recarga, vida útil da bateria e funcionamento em temperaturas extremas. Segundo a fabricante, a solução pode acrescentar cerca de 40 km de alcance e reduzir em 40% a energia utilizada no aquecimento.
A Range Rover apresentou mais de 300 pedidos de patentes relacionados ao veículo. Cada unidade também utiliza um gêmeo digital da bateria, que reúne mais de 900 pontos de diagnóstico e trabalha em conjunto com atualizações remotas de software.
A bateria e o sistema de propulsão contam com garantia de oito anos ou 160 mil quilômetros. A produção ocorre em Solihull, enquanto baterias e unidades elétricas são fabricadas pela rede industrial da JLR no Reino Unido.
O Range Rover Electric compartilha sua arquitetura com versões híbridas leves, híbridas plug-in e equipadas com motor a combustão. Os pedidos já foram abertos em mercados selecionados, nas configurações HSE, Autobiography e SV. Para o mercado brasileiro, entretanto, a fabricante não informou previsão de lançamento.






