A Nissan começou a utilizar robôs móveis autônomos para transportar componentes na fábrica de Smyrna, no Tennessee. Os equipamentos deslocam cargas de até 1.900 quilogramas entre áreas de produção e utilizam sensores, mapas digitais e inteligência artificial para circular sem depender de trajetos físicos fixos.
Equipamentos movimentam até 1,9 tonelada e coordenam apoio dentro da fábrica

Os robôs foram fornecidos pela OTTO Motors, empresa pertencente à Rockwell Automation. Cada unidade interpreta obstáculos e ajusta sua rota enquanto compartilha informações com os demais equipamentos. Quando identifica uma necessidade, o sistema pode solicitar apoio de outro robô para manter o fluxo.
A operação começou na área de carrocerias, onde componentes precisam chegar às estações conforme a sequência produtiva. A Nissan avalia ampliar a utilização para outros setores até 2027. O projeto substitui parte dos deslocamentos anteriormente realizados com empilhadeiras e rebocadores conduzidos por trabalhadores.
Problemas de software interromperam o funcionamento durante a implantação inicial. Atualizações posteriores ajustaram a comunicação e a coordenação. A experiência mostra que automatizar uma atividade física também exige suporte digital, rede disponível e procedimentos para manter a produção quando o sistema deixa de responder.
A empresa calcula que os equipamentos assumirão tarefas realizadas por 64 operadores, mas informa que os trabalhadores serão transferidos ou treinados para outras funções. A mudança exige formação em monitoramento, manutenção e segurança, além de regras para a circulação conjunta de pessoas e máquinas.
Robôs autônomos reorganizam transporte interno da Nissan

Robôs móveis diferem de equipamentos guiados por trilhos ou faixas magnéticas. Eles podem recalcular trajetos, embora necessitem de áreas mapeadas e condições controladas. Alterações no piso, materiais deixados fora das posições e fluxo de pessoas interferem na eficiência e na prevenção de acidentes.
No Brasil, fábricas utilizam diferentes níveis de automação para movimentar peças e veículos. A viabilidade depende do volume, distância, variedade de componentes e custo das paradas. Sistemas autônomos podem reduzir deslocamentos repetitivos, mas precisam estar integrados ao planejamento da linha.
A aplicação da Nissan demonstra que inteligência artificial industrial não está restrita aos robôs responsáveis pela montagem. O transporte interno também produz dados capazes de revelar atrasos, gargalos e falta de componentes. O resultado dependerá da disponibilidade dos equipamentos e da adaptação das equipes.






