A BMW desenvolve veículos movidos a hidrogênio desde o final dos anos 1970, quando iniciou experiências utilizando o combustível em motores de combustão. A trajetória passou por sedãs experimentais, pequenas frotas demonstrativas e, posteriormente, sistemas elétricos alimentados por células de combustível.
Tecnologia mudou de motores a combustão para sistemas alimentados por célula de combustível

Nos primeiros projetos, o hidrogênio era queimado dentro de motores adaptados. A solução preservava componentes conhecidos, porém enfrentava eficiência, armazenamento e controle da combustão. O combustível precisava permanecer em tanques específicos, enquanto a autonomia dependia da quantidade transportada e do consumo do conjunto.
A fabricante apresentou diferentes protótipos ao longo das décadas seguintes, incluindo unidades baseadas em sedãs das Séries 5 e 7. O Hydrogen 7 utilizou motor de 12 cilindros capaz de operar com gasolina ou hidrogênio, demonstrando funcionamento, mas sem estabelecer produção em escala comercial.
A célula de combustível utiliza uma reação eletroquímica para gerar eletricidade, que alimenta o motor elétrico. O processo difere da combustão direta e produz água no ponto de utilização. Entretanto, emissões totais dependem da energia e das matérias-primas empregadas na produção do hidrogênio.
A BMW passou a trabalhar com a Toyota no desenvolvimento de componentes, aproveitando conhecimento compartilhado sobre células, tanques e sistemas elétricos. Essa cooperação mostra como o custo e a complexidade levam fabricantes concorrentes a dividir etapas antes de aplicar soluções em seus próprios veículos.
BMW retoma projeto de hidrogênio iniciado há quase cinco décadas
O abastecimento pode levar menos tempo que a recarga completa de determinadas baterias, mas a rede de hidrogênio permanece limitada. Produção, compressão, transporte e armazenamento exigem instalações próprias. Sem quantidade suficiente de postos e veículos, infraestrutura e demanda avançam em ritmos dependentes.
No Brasil, o hidrogênio pode utilizar eletricidade renovável ou ser produzido a partir de etanol, gás e outras fontes. Veículos pesados, operações industriais e rotas definidas tendem a receber atenção porque concentram consumo e abastecimento, facilitando o planejamento de instalações com utilização regular.
Quase cinco décadas de testes mostram que a tecnologia automotiva não avança somente pelo funcionamento do veículo. Produção do combustível, custo dos componentes, distribuição e regulamentação determinam sua aplicação. O hidrogênio permanece como alternativa, mas precisa demonstrar eficiência em cada ciclo de utilização.







