A HPE Automotores prepara a fábrica de Catalão, em Goiás, para iniciar a montagem de veículos da GAC entre o final de 2026 e o começo de 2027. A operação deverá começar com uma unidade elétrica em pré-série, destinada à validação de processos, equipamentos e treinamento das equipes.
Parceria entre HPE e GAC começa pela validação de processos para veículos elétricos

A fase inicial utilizará o sistema SKD, no qual conjuntos parcialmente montados chegam à fábrica para as etapas finais. O planejamento prevê ampliar gradualmente o trabalho executado no Brasil, movimento que depende da nacionalização de componentes, homologação de fornecedores e estabilidade dos volumes necessários para sustentar a operação.
A pré-série antecede a produção comercial e permite identificar desvios antes que a linha alcance maior ritmo. Soldagem, pintura, montagem, controle dimensional, instalação elétrica e inspeção final precisam funcionar de maneira integrada, principalmente quando a fábrica incorpora uma arquitetura de veículo diferente daquela utilizada em seus programas existentes.
A unidade goiana continuará produzindo modelos da Mitsubishi e reservará uma área de carroceria para os veículos da GAC. A montagem final poderá compartilhar parte da estrutura existente. Essa organização permite utilizar equipamentos e equipes comuns, mas exige separação dos processos específicos de cada fabricante e plataforma.
A preparação para veículos elétricos inclui procedimentos relacionados a baterias, circuitos de alta tensão, isolamento e movimentação dos componentes. Trabalhadores precisam receber treinamento para montagem, inspeção e resposta a incidentes, enquanto ferramentas, áreas de armazenamento e sistemas de proteção devem atender aos requisitos da nova tecnologia.
Fábrica de Catalão prepara nova etapa da produção automobilística
A produção local também modifica as demandas destinadas à cadeia de fornecedores. Pneus, vidros, bancos, chicotes, peças plásticas, sistemas térmicos e componentes de carroceria podem entrar em programas de nacionalização. Cada item, entretanto, precisa cumprir critérios técnicos, escala, prazo, rastreabilidade e custo definidos pelo projeto.
O Programa Mover cria metas ligadas à eficiência energética, reciclagem, pesquisa e conteúdo tecnológico dos veículos. Para uma fabricante que inicia produção no País, o enquadramento influencia decisões sobre engenharia local e fornecedores, embora a habilitação não substitua as etapas necessárias para alcançar escala e competitividade industrial.
A operação de Catalão deverá mostrar como acordos entre fabricantes podem aproveitar capacidade já instalada no Brasil. O avanço dependerá do desempenho da pré-série e da integração da cadeia produtiva. Mais do que montar unidades, o desafio será ampliar progressivamente as atividades realizadas no território nacional.







