A Automob registrou receita de R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. O grupo também informou lucro de R$ 524 milhões e EBITDA ajustado de R$ 138 milhões, com crescimento de 24,8% no mercado brasileiro.
Grupo cresce em veículos, F&I e pesados enquanto concessionárias diversificam receitas

O desempenho chama atenção porque combina venda de veículos, serviços e produtos financeiros dentro da mesma operação. Entre abril e junho, a rede comercializou 24,6 mil unidades, incluindo automóveis novos, usados e veículos pesados, enquanto ampliou receitas associadas a financiamento, seguros e outros serviços oferecidos aos clientes.
As vendas de veículos leves zero-quilômetro chegaram a 14,2 mil unidades, avanço de 14,3%, enquanto os usados somaram 7,8 mil, crescimento de 11,6%. Nos pesados, foram comercializadas 2,3 mil unidades, alta de 17,6%, mesmo em um mercado que apresentou retração durante o trimestre no período analisado.
O resultado mostra como concessionárias passaram a depender menos exclusivamente da margem obtida na venda do veículo. Financiamento, seguros, garantias, acessórios, manutenção e relacionamento pós-venda ajudam a compor a rentabilidade e podem continuar gerando receita depois da entrega do automóvel ao proprietário no setor neste período.
A receita bruta de F&I por veículo leve alcançou R$ 3.117, crescimento de 15,3% em um ano. Esse indicador reúne atividades financeiras e de seguros e mostra como a etapa comercial passou a integrar produtos capazes de aumentar o valor gerado por cada cliente dentro da concessionária.
Automob amplia receita e reforça peso dos serviços no varejo
A expansão também reflete a recuperação do varejo automotivo brasileiro e a presença de grupos com várias marcas e regiões. Operações maiores conseguem distribuir custos administrativos, integrar estoques, compartilhar sistemas e negociar serviços em escala, estratégia que pode melhorar eficiência sem depender do desempenho de uma única montadora.
Para o consumidor, essa transformação significa que a concessionária atua como ponto de venda e também como prestadora de serviços financeiros e de manutenção. A comparação entre propostas precisa considerar custo efetivo, coberturas, condições de garantia e despesas futuras, evitando avaliar somente o preço apresentado no veículo.
O balanço da Automob mostra como a distribuição automotiva está mudando sua estrutura de receita. Em um mercado com maior concorrência entre marcas e crescimento da digitalização, grupos de concessionárias procuram aumentar rentabilidade por meio de serviços recorrentes, relacionamento com clientes e integração entre veículos novos e usados.






