A DRIVN e a AVG Logistics firmaram acordo para colocar 100 caminhões elétricos em operações de transporte na Índia. As primeiras 30 unidades começam a trabalhar em agosto, enquanto os outros 70 veículos serão incorporados em etapas posteriores conforme o planejamento das empresas envolvidas.

Projeto combina leasing e eletrificação para reduzir barreira de investimento das transportadoras

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A operação utiliza um modelo baseado em leasing, permitindo que a transportadora incorpore os veículos sem necessariamente assumir todo o investimento de aquisição. A estrutura pode distribuir custos ao longo da utilização e transferir parte dos riscos relacionados ao valor do ativo para a empresa especializada.

Caminhões elétricos exigem análise diferente daquela aplicada aos automóveis. Quilometragem, carga, rotas e tempo disponível para carregamento interferem diretamente na viabilidade, fazendo com que operações previsíveis tenham maior possibilidade de planejar onde e quando a bateria será abastecida durante cada jornada de trabalho.

O leasing pode ajudar nessa transição porque veículos elétricos ainda apresentam dúvidas relacionadas a valor residual e evolução tecnológica. Uma empresa de logística pode experimentar a operação sem assumir a mesma exposição patrimonial que teria ao comprar diretamente toda a frota destinada ao projeto.

A disponibilidade permanece como critério central. Um caminhão somente produz receita quando está realizando transporte, por isso autonomia e tempo de carregamento precisam ser compatíveis com as rotas. Infraestrutura insuficiente pode anular parte da economia obtida com energia ou manutenção ao aumentar períodos de parada.

Índia coloca 100 caminhões elétricos em operação logística

O projeto indiano também oferece escala para reunir dados sobre consumo, manutenção e desempenho. Cem veículos em situações reais produzem informações capazes de orientar decisões futuras sobre ampliação, escolha das rotas e dimensionamento das baterias, aproximando planejamento financeiro e comportamento técnico das unidades.

A experiência possui relação com o Brasil porque transportadores nacionais enfrentam desafios semelhantes de custo inicial e utilização. Leasing, locação ou contratos por serviço podem aparecer como caminhos para testar caminhões elétricos antes que uma empresa decida investir diretamente em grandes quantidades de veículos e infraestrutura.

O acordo entre DRIVN e AVG mostra que a eletrificação dos pesados pode depender tanto de novos modelos financeiros quanto da evolução das baterias. Reduzir a barreira do investimento inicial pode permitir que transportadoras testem tecnologia em escala e decidam posteriormente onde ela produz retorno operacional.