A Cetesb retomou a fiscalização de caminhões durante a Operação Inverno em São Paulo, com atenção ao excesso de fumaça preta, adulterações nos sistemas de emissões e qualidade do Arla 32. A ação ocorre durante o período de estiagem, quando poluentes encontram condições menores para dispersão.
Operação Inverno verifica emissões, fumaça preta e funcionamento dos sistemas SCR

Os técnicos verificam veículos equipados com sistemas de redução catalítica seletiva, conhecidos pela sigla SCR. Esses sistemas utilizam o Arla 32 para transformar parte dos óxidos de nitrogênio presentes nos gases de escapamento, reduzindo as emissões produzidas pelos motores a diesel durante a operação.
A qualidade do fluido interfere diretamente no funcionamento do sistema. Produto adulterado ou fora das especificações pode comprometer a redução de emissões e gerar falhas, fazendo com que a fiscalização ambiental também tenha relação com manutenção e preservação dos componentes utilizados nos caminhões modernos.
A Operação Inverno já utilizou anteriormente coleta de amostras diretamente dos reservatórios, leitura do sistema de diagnóstico OBD e testes de opacidade para medir a concentração de fumaça emitida. Esses procedimentos permitem combinar inspeção visual, análise eletrônica e verificação do combustível auxiliar.
Para transportadores, manter o sistema SCR funcionando precisa fazer parte da rotina de manutenção. Sensores, catalisadores, injetores e reservatórios trabalham de forma integrada, e uma falha pode aumentar emissões, acionar alertas no painel ou modificar o funcionamento previsto pela calibração eletrônica do veículo.
Cetesb reforça fiscalização do Arla 32 em caminhões
O tema também alcança fornecedores e oficinas porque veículos Proconve P8 e gerações anteriores utilizam sistemas cada vez mais dependentes da eletrônica para controlar emissões. Diagnóstico correto exige equipamentos, conhecimento técnico e utilização de peças e fluidos compatíveis com as especificações definidas pelos fabricantes.
A fiscalização ganha importância adicional durante períodos de baixa umidade e temperaturas menores, quando contaminantes podem permanecer concentrados próximos ao solo. Caminhões circulam intensamente em corredores logísticos e áreas urbanas, fazendo com que manutenção e controle das emissões tenham impacto sobre diferentes regiões metropolitanas.
A nova operação demonstra que tecnologias ambientais instaladas nos caminhões precisam funcionar durante toda a vida do veículo. Cumprir limites na homologação não basta quando componentes são adulterados ou recebem produtos inadequados, transformando fiscalização, manutenção e qualidade do Arla 32 em partes da mesma política.






