A Aviloo analisou baterias de veículos elétricos usados e constatou que a maioria preserva aproximadamente 90% da capacidade original depois de 150 mil quilômetros. O estudo, divulgado em setembro, reuniu 500 mil testes realizados entre 2022 e 2026 em automóveis utilizados sob diferentes condições, países e temperaturas.
Estudo com 500 mil avaliações amplia referências para compradores e revendedores

Os resultados abrangem 20 modelos, entre eles Tesla Model Y, Tesla Model 3 e Volkswagen ID.4. A capacidade mediana encontrada após 150 mil quilômetros variou entre 87% e 94%, indicando que quilometragem e idade não determinam isoladamente o estado da bateria de um automóvel elétrico usado.
O estado de saúde representa a parcela da capacidade utilizável que permanece disponível em comparação com o veículo novo. Uma bateria com 90% pode armazenar menos energia, mas continua operando. A diferença aparece principalmente na autonomia, no tempo entre recargas e no valor atribuído ao veículo.
As variações entre unidades do mesmo modelo mostram a influência do clima, da frequência de recarga, da potência utilizada e do período mantido com carga elevada. O Nissan Leaf da geração ZE1 apresentou diferença de até 13,5 pontos percentuais entre veículos avaliados com quilometragens semelhantes.
Temperaturas elevadas aceleram reações químicas que afetam as células. Manter o automóvel estacionado durante períodos prolongados com carga próxima de 100% também pode contribuir para a degradação. Esses fatores tornam o histórico de utilização um elemento complementar à quilometragem registrada no painel e ao ano de fabricação.
Baterias de elétricos usados preservam capacidade após 150 mil km
A inspeção visual usada em automóveis a combustão não revela a condição da bateria de tração. Compradores precisam consultar capacidade remanescente, equilíbrio entre módulos, códigos de falha, garantia e comportamento térmico. Um certificado independente pode reduzir diferenças de informação entre proprietários, lojas, seguradoras e instituições financeiras.
No Brasil, a formação do mercado de elétricos usados exigirá procedimentos de avaliação compartilhados. Concessionárias e revendedores precisarão explicar como o teste foi realizado, quais parâmetros foram medidos e como o resultado interfere na autonomia, na garantia, na manutenção e no preço solicitado pelo automóvel.
Os dados não eliminam a necessidade de examinar individualmente cada veículo. Eles fornecem, contudo, uma referência baseada em utilização real. A certificação da bateria poderá funcionar como histórico técnico para comparar unidades, calcular valor residual e orientar a compra de carros elétricos usados no mercado brasileiro.






