A Pirelli levará os compostos C3, C4 e C5 ao Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, que será disputado no próximo fim de semana em Monza, com a fabricante também ocupando a posição de patrocinadora principal da 77ª edição da corrida. A escolha dos três pneus mais macios da gama coloca o C3 como Duro, o C4 como Médio e o C5 como Macio para as atividades no circuito italiano.
Simulações indicam voltas cerca de dois segundos mais rápidas que em 2025

A ligação entre a Pirelli e Monza antecede a criação da Fórmula 1. A fabricante registra entre seus resultados no circuito a vitória de Pietro Bordino com um Fiat 804 no Grande Prêmio que inaugurou a pista em 10 de setembro de 1922. Em 2026, a empresa também associará sua participação ao troféu entregue aos três primeiros colocados e a uma edição do boné utilizado no pódio.
O circuito tem 5,793 quilômetros e 11 curvas, com longas retas que colocam a gestão de energia entre os componentes da corrida deste ano diante das novas unidades de potência. As simulações das equipes apontam tempos de volta cerca de dois segundos inferiores aos registrados em 2025.
Para os pneus, a previsão indica menores cargas de frenagem no eixo dianteiro, enquanto o traseiro deverá enfrentar solicitações maiores nas fases de tração. A estabilidade durante as frenagens e a capacidade de colocar a potência no solo nas saídas das curvas, principalmente na Primeira Chicane e na Ascari, entram na definição do desempenho.
A pista utiliza uma configuração aerodinâmica de baixo nível de pressão aerodinâmica para priorizar a velocidade nas retas. O asfalto passou por repavimentação completa em 2024 e não recebeu alterações de maior alcance desde então. Para esta edição, as zebras das curvas 1, 4 e 8 foram reconstruídas, enquanto uma área de brita da curva 5 deu lugar a uma área de escape asfaltada.
Pirelli combina pneus, arte e história no GP da Itália em Monza
A temperatura do eixo traseiro deverá exigir gerenciamento durante a prova. A previsão da Pirelli, entretanto, indica que a degradação não deverá atingir nível suficiente para comprometer o funcionamento dos pneus. Nesse cenário, uma estratégia com apenas uma parada nos boxes aparece como a possibilidade principal para domingo.
A referência de 2025 mostra predominância do composto Médio no início da corrida. Cinco pilotos partiram com o Duro e apenas um utilizou o Macio. Max Verstappen venceu com a sequência Médio-Duro, enquanto Lando Norris e Oscar Piastri, segundo e terceiro colocados, respectivamente, utilizaram o Macio nas voltas finais depois de iniciarem com o Médio.
Fora da pista, a Pirelli apresentará o troféu FRAGILE, desenvolvido pela dupla vedovamazzei, formada por Stella Scala e Simeone Crispino. A peça utiliza uma composição vertical inspirada em xícaras e tigelas e foi produzida por impressão 3D com pó de náilon, seguida por processos de pintura, galvanização e polimento.
A fabricante também preparou um boné de pódio para Monza, desenvolvido pela Pirelli Design e projetado por Denis Dekovic. A peça utiliza a cor Azzurro, bordados dourados e referências à edição de 2026.
O GP da Itália chega à 77ª edição com Michael Schumacher e Lewis Hamilton dividindo o recorde de cinco vitórias. A Ferrari soma 20 triunfos, enquanto Hamilton também possui sete poles e sete voltas mais rápidas em Monza.






