A Kaspersky identificou 480 sites falsos utilizados para aplicar o Golpe do Free Flow desde o início do ano, dos quais 80 foram registrados desde maio, em um momento de maior procura por informações sobre o pedágio eletrônico. As páginas simulam plataformas de cobrança, apresentam supostos débitos e direcionam motoristas para pagamentos via Pix destinados a contas utilizadas pelos fraudadores.

Páginas simulam débitos de pedágio e exibem informações reais dos veículos

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“A medida de unificar a consulta e a orientação para o pagamento do Free Flow no aplicativo da CNH do Brasil é muito positiva. Antes, o motorista precisava buscar na internet o site de cada concessionária, e essa busca acabava criando uma oportunidade para os golpistas”, avalia Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.

O golpe começa principalmente quando o motorista procura na internet uma forma de quitar débitos de pedágio e acessa anúncios patrocinados ou links divulgados em redes sociais. O endereço leva a uma página que imita plataformas de pagamento do Free Flow e solicita a placa do veículo.

Depois da consulta, o site apresenta um suposto débito em aberto. A cobrança utiliza um valor compatível com uma tarifa de pedágio e pode exibir dados reais do veículo, recurso empregado para aumentar a aparência de legitimidade da página. Caso o motorista realize o pagamento, o dinheiro é enviado por Pix para contas de terceiros.

A integração do Free Flow ao aplicativo CNH do Brasil cria um novo caminho para a consulta das passagens. O sistema permite ao motorista verificar os registros e o direciona ao canal de pagamento da concessionária responsável.

Golpe do Free Flow já usa 480 sites falsos contra motoristas

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A Kaspersky informa que, até o momento, não identificou aplicativos falsos desenvolvidos especificamente para imitar o aplicativo da CNH do Brasil. A empresa observa, entretanto, que existem na App Store programas com nomes semelhantes ao oficial, situação que pode provocar confusão entre os usuários.

“Ainda estamos identificando novos sites falsos que simulam cobranças do Free Flow. Os cibercriminosos acompanham os assuntos em destaque no noticiário e nas redes sociais para adaptar rapidamente suas estratégias”, acrescenta Assolini.

Para reduzir o risco, a orientação é baixar o aplicativo oficial da CNH do Brasil somente pelos canais correspondentes e verificar o desenvolvedor antes da instalação. Links recebidos por SMS, WhatsApp ou páginas paralelas de cobrança não devem ser utilizados para instalar aplicativos.

Nas pesquisas por pagamentos do Free Flow, o motorista também deve conferir o endereço eletrônico antes de acessar anúncios ou resultados de busca. A recomendação é procurar diretamente os canais oficiais das concessionárias.

Outro ponto envolve o Pix. Antes de confirmar a transferência, o usuário deve verificar os dados do destinatário. Contas de pessoas físicas ou de empresas desconhecidas devem ser tratadas como sinal para interromper a operação e conferir novamente a origem da cobrança.

O crescimento de 80 novos domínios desde maio mostra que a fraude continua sendo adaptada à procura dos motoristas pelo Free Flow. Com a consulta concentrada no aplicativo CNH do Brasil, a mudança reduz a necessidade de pesquisas por páginas de pagamento, mas exige atenção aos canais utilizados para concluir cada cobrança.