Cummins, Horse e Suspensys apresentaram projetos ligados à produção brasileira de sistemas de propulsão e eixos durante a seleção dos finalistas do Prêmio AutoData 2026. Os casos mostram como fornecedores buscam ampliar engenharia, nacionalização e participação em programas das montadoras.
Cummins, Horse e Suspensys mostram caminhos distintos para produção local

A Cummins desenvolveu soluções relacionadas ao agronegócio, transporte e redução de emissões. A empresa trabalha com motores e componentes destinados a aplicações rodoviárias e fora de estrada. Atender operações diferentes exige calibração para carga, combustível, temperatura, altitude e ciclos de funcionamento encontrados no País.
A Horse utiliza a unidade de São José dos Pinhais, no Paraná, para produzir e desenvolver motores e sistemas híbridos. A operação precisa conciliar componentes destinados aos veículos atuais com projetos de eletrificação, preservando escala e conhecimento durante a mudança das plataformas utilizadas pelas montadoras.
A Suspensys conquistou um contrato para fornecer eixos dianteiros à Mercedes-Benz do Brasil. O componente suporta carga, participa da direção e interfere no desgaste dos pneus. Produzir localmente exige equipamentos, materiais, tratamento térmico, usinagem e controle de qualidade compatíveis com a aplicação em veículos pesados.
Os três casos mostram que nacionalização não significa apenas substituir uma peça importada. Ferramentas, testes, documentação e fornecedores de matérias-primas precisam acompanhar o projeto. Uma operação local pode continuar dependente de elementos externos quando componentes eletrônicos, materiais ou máquinas não estão disponíveis no País.
Fornecedores ampliam engenharia brasileira de sistemas de propulsão
A engenharia nacional facilita adaptações aos combustíveis, às estradas e às aplicações brasileiras. Também permite atender problemas de campo em menor prazo. Entretanto, a continuidade depende de volume e contratos capazes de financiar equipes durante os intervalos entre o desenvolvimento e a produção.
Montadoras avaliam preço, qualidade, prazo e capacidade de acompanhar mudanças. Fornecedores que participam cedo do projeto podem ajustar componentes ao veículo. Essa integração aumenta responsabilidade porque uma falha em motor, eixo ou sistema híbrido pode interromper a produção e atingir unidades já comercializadas.
Os projetos apresentados mostram diferentes caminhos para aumentar o conteúdo industrial brasileiro. Motores, sistemas híbridos e eixos pertencem a áreas distintas, mas dependem de engenharia e escala. A permanência dessas competências ajudará a determinar quanto valor será produzido localmente nos próximos ciclos automotivos.






