O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul realizará na sexta-feira (25) o sexto Fórum da Cadeia Automotiva para discutir mobilidade, sustentabilidade e competitividade. O encontro reunirá fabricantes, sistemistas, fornecedores, prestadores de serviços e profissionais ligados à produção na Serra Gaúcha.

Fórum aproxima fabricantes, sistemistas e fornecedores em torno da competitividade

Foto: Pexels-Tom Fisk

A região reúne empresas de veículos comerciais, implementos rodoviários, componentes, fundição, metalurgia e materiais. Essa concentração cria relações entre negócios de diferentes portes. Uma mudança nos volumes de caminhões ou ônibus alcança fabricantes de peças, transportadores, prestadores de manutenção e fornecedores de equipamentos industriais.

O fórum abordará engenharia, produção, qualidade, compras, inovação e critérios ambientais. Esses temas se encontram na rotina das empresas porque um novo componente precisa apresentar desempenho, custo, prazo e rastreabilidade. A decisão de compra deixou de considerar somente preço e passou a incorporar diferentes requisitos técnicos.

A eletrificação acrescenta motores, baterias, eletrônica e gestão térmica às cadeias existentes. Veículos comerciais continuam exigindo chassi, suspensão, freios, carrocerias e implementos, mas novos sistemas alteram distribuição de peso, manutenção e integração. Fornecedores precisam compreender como seu componente participa desse conjunto.

Empresas menores enfrentam dificuldade para acompanhar investimentos em certificação, equipamentos e desenvolvimento. Ao mesmo tempo, possuem conhecimento específico sobre processos e aplicações. A colaboração com sistemistas e fabricantes pode aproximar essas competências de novos projetos, desde que responsabilidades e propriedade técnica sejam definidas nos contratos.

Caxias do Sul reúne cadeia automotiva para discutir produção

A localização no Rio Grande do Sul também coloca logística e eventos climáticos na discussão. Rotas interrompidas, fornecedores concentrados e instalações expostas afetam prazos. Planos de continuidade precisam mapear materiais, alternativas de transporte, estoques e tempo necessário para transferir temporariamente determinadas atividades produtivas.

O fortalecimento da cadeia não depende somente da entrada de novas empresas. Fabricantes já instalados precisam manter capacidade de engenharia e produção durante as oscilações do mercado. A perda de um fornecedor pode obrigar a importação de componentes, elevar custos e aumentar o tempo necessário para alterações técnicas.

O encontro poderá gerar pautas sobre como a indústria regional responde às mudanças nos veículos comerciais. Mais do que apresentar tecnologias, o debate deverá mostrar quais competências permanecem no Brasil, quais componentes ainda dependem de importação e como empresas locais podem participar dos próximos programas de produção.