A The Ocean Race iniciará sua 15ª edição em 17 de janeiro de 2027, em Alicante, na Espanha, com uma rota de volta ao mundo que incluirá uma parada em Itajaí, no Brasil. A largada abrirá uma etapa de 26 mil quilômetros até Auckland, na Nova Zelândia, percorrida pelos veleiros da classe IMOCA.

Competição partirá de Alicante em janeiro e terá uma parada no litoral brasileiro

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“É esta que mais aguardamos”, afirma Mariana Lobato, comandante ao lado do francês Paul Meilhat. Segundo a velejadora, a etapa reunirá a saída pelo Mediterrâneo, a descida do Oceano Atlântico, a passagem pela zona de calmarias equatoriais e um trecho pelo Oceano Antártico antes da chegada à Nova Zelândia.

A primeira etapa levará as tripulações por quase metade do planeta e será a maior abertura registrada nos 54 anos da competição. O percurso exigirá preparação para condições distintas de vento, temperatura e mar, além do planejamento de alimentação, manutenção dos barcos, turnos de trabalho e decisões sobre navegação ao longo da travessia.

As equipes chegarão a Alicante em 3 de janeiro, duas semanas antes da partida. Durante dez dias, o Ocean Live Park funcionará junto à sede da prova. O espaço terá acesso e reunirá barcos, velejadores, atividades para visitantes e conteúdos relacionados à ciência e à proteção dos oceanos.

A programação permitirá ao público acompanhar os preparativos antes de a frota deixar o porto. As equipes usarão o período para concluir ajustes nos veleiros, organizar equipamentos e preparar os tripulantes para a etapa até Auckland. Os barcos IMOCA utilizam hidrofólios, estruturas que elevam parte do casco e reduzem o contato com a água.

Itajaí integra rota da 15ª edição da The Ocean Race

“Assim que deixamos o cais, tudo muda. O foco passa a ser o barco, a equipe e as milhas à nossa frente”, afirma Oliver Heer, comandante do Embrace the Challenge e estreante na volta ao mundo. Para ele, a primeira etapa representará um teste desde o primeiro dia de navegação.

Depois de Auckland, a The Ocean Race continuará por diferentes oceanos até chegar a Itajaí. A escala brasileira integrará a sequência que também prevê passagens por St. Pete-Clearwater, nos Estados Unidos, e Cascais, em Portugal. A organização considera acrescentar outra parada no Mediterrâneo antes da chegada ao destino final, em AMAALA, no Mar Vermelho.

A passagem por Itajaí colocará o Brasil no trajeto de uma competição disputada por equipes internacionais e barcos preparados para travessias oceânicas. A cidade receberá tripulações que terão enfrentado parte do circuito iniciado na Europa e desenvolvido por regiões com condições meteorológicas e marítimas distintas.

A preparação também envolve o trabalho integrado entre navegadores, técnicos, comandantes e equipes em terra. Em uma prova de volta ao mundo, decisões sobre rota, conservação dos equipamentos e ritmo de navegação interferem no resultado e na capacidade de manter o barco em operação durante etapas prolongadas.

A largada de Alicante encerrará a programação em terra e iniciará o percurso global. A partir de 17 de janeiro, as equipes disputarão posições enquanto administram embarcações. Para o público brasileiro, a rota conduzirá a competição até Itajaí, ponto nacional anunciado para receber a frota em 2027.