A LG Energy Solution e a indiGOtech firmaram um memorando para utilizar células cilíndricas da série 46 em vans elétricas destinadas ao mercado norte-americano. A parceria aproxima uma fabricante de baterias de uma empresa voltada a veículos comerciais, segmento condicionado por carga, autonomia, disponibilidade e custo operacional.
LG Energy e indiGOtech trabalham em células da série 46 para os Estados Unidos

A denominação série 46 indica células com diâmetro de aproximadamente 46 milímetros, oferecidas em diferentes comprimentos. O formato procura reunir capacidade, controle térmico e produção em escala. A escolha interfere na organização do pacote, na refrigeração e no espaço disponível para carga no veículo.
Vans comerciais percorrem rotas que podem ser conhecidas antecipadamente, característica que facilita o planejamento da recarga. Entregas urbanas, serviços técnicos e transporte entre centros logísticos permitem calcular distância, peso e período de retorno à base, reduzindo parte da incerteza associada à autonomia.
A bateria precisa suportar ciclos frequentes e períodos de carga rápida sem perder capacidade em ritmo incompatível com a operação. Um veículo comercial parado deixa de realizar serviços, fazendo com que durabilidade, reparação e tempo de carregamento participem do cálculo junto ao preço inicial de aquisição.
O pacote também precisa ser protegido contra colisões, água e variações de temperatura. Células cilíndricas utilizam conexões em quantidade elevada, exigindo controle durante a montagem. Sensores acompanham tensão e temperatura para identificar diferenças antes que uma falha alcance outras partes do conjunto.
Baterias cilíndricas entram nas vans elétricas comerciais
A fabricante do veículo deve integrar bateria, motor, carregador e sistema térmico. Mesmo uma célula com desempenho validado pode apresentar resultado diferente conforme o pacote. Por isso, ensaios de veículo completo continuam necessários depois da seleção da tecnologia e do fornecedor das baterias.
No Brasil, vans elétricas podem atender entregas urbanas e serviços com retorno diário à base. A viabilidade depende de preço, financiamento, capacidade de carga e energia. Empresas também precisarão estabelecer como a bateria será avaliada e reutilizada depois do período de trabalho no veículo.
O memorando representa uma etapa anterior à produção em volume. As empresas ainda precisarão validar células, pacotes e veículos antes das entregas comerciais. O projeto mostra como a eletrificação de vans exige tecnologias ajustadas à rotina profissional, diferente daquela encontrada nos automóveis de passageiros.







