Foto: Dino Almeida
Uma emocionante história de coragem e superação foi classificada na sétima etapa do programa Herói das Estradas (www.heroidasestradas.com.br), que a Goodyear (www.goodyear.com.br) promove no Brasil para valorizar os caminhoneiros do país.
Edison Rodrigues da Costa realizou um ato heroico ao socorrer dois sobreviventes de um grave acidente que aconteceu em 2008, na Bahia. A cerimônia de reconhecimento, válida pela sétima etapa do concurso, foi realizada nesta sexta-feira (21), no Truck Center DPaschoal (revendedor oficial Goodyear), no Parque Novo Mundo, em São Paulo (SP).
“O papel dos caminhoneiros na economia brasileira é de extrema importância e a Goodyear, como parte integrante desse setor, valoriza e reconhece a importância de todos eles. O Herói das Estradas é mais uma ação de relacionamento com esses profissionais que encaram os riscos, partem para longas jornadas de trabalho, além de deixarem suas famílias por um longo período”, declara Rui Moreira, diretor de Marketing da Goodyear.
Costa e outros seis profissionais já estão classificados para a grande final do concurso, que será realizada em dezembro, quando o autor da melhor história ganhará um caminhão zero quilômetro O segundo e o terceiro colocados receberão prêmios nos valores de R$ 30 mil e R$ 15 mil, respectivamente, em pneus e recauchutagem Goodyear.
Resumo da história de Edison Rodrigues da Costa
Por volta das 4h45 da manhã, eu e o Borges (meu companheiro de trecho) nos preparávamos para sair de um posto onde dormimos na BR 101, próximo de São Francisco de Assis (BA). Lembro que um [caminhão] Constellation, de um gaúcho, saiu na nossa frente porque o meu Titan estava com um vazamento de água no radiador e precisamos colocar mais água. Eu estava no leito quando o Borges gritou: “olha o acidente!”. Olhei pela janela e vi uma cena que até hoje eu me emociono ao lembrar. O Constellation do gaúcho estava no acostamento com o eixo dianteiro fora do lugar pela força da batida que um Fiat Pálio dera nele minutos antes de nós chegarmos. No carro tinham seis pessoas, quatro adultos e duas crianças, mas apenas uma criança e um rapaz, que foi projetado para fora do carro com o impacto, sobreviveram. O veículo começou a pegar fogo e eu não tive outra escolha se não a de abrir a porta para verificar se tinha alguém vivo. Vi então um garoto, de aparentava ter cerca de doze anos, atrás do banco do passageiro se mexendo. A gente aprende que não é para movimentar o acidentado, mas o fogo estava aumentando e eu tinha que remover ele de lá. Todos à minha volta não sabiam que atitude tomar e eu comecei a por ordem na casa. Como os carros e os caminhões não respeitavam o acidente, pedi que um dos caminhões bloqueasse a passagem para que pudéssemos fazer o socorro. Em seguida, um carro se prontificou a levar o menino e o rapaz para o pronto-socorro. Eu fiquei no local para ajudar a sinalizar o trecho, pois a batida se deu exatamente numa curva. Até hoje eu ainda penso nos dois sobreviventes e gostaria muito de saber como eles estão.





