Oito pilotos reúnem chance de fechar primeira metade da temporada na liderança da tabela de classificação
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa
Implantada no Moto 1000 GP em 2012, a categoria GP 600 é uma das que têm proporcionado corridas mais acirradas em 2013, terceira temporada de história da competição, que coloca em disputa o Campeonato Brasileiro de Motovelocidade. Os pilotos assumem a expectativa de equilíbrio ainda maior na quarta etapa, que vai encerrar a primeira metade da temporada, no dia 25 de agosto no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel (PR).
A liderança do campeonato é do gaúcho Rafael Bertagnolli. Atual vice-campeão, o piloto da BSB Motor Racing soma os pontos das vitórias nas duas últimas corridas, disputadas nas pistas de Pinhais (PR) e de Interlagos (SP). “O pessoal da GP 600 está treinando bastante, eu estou parado há mais de um mês. Vou para lá com tranquilidade e espero pontuar bem, mas não me sinto preparado para lutar pela vitória”, admite o piloto, que tem 51 pontos.
Bertagnolli teve uma participação difícil na etapa cascavelense em 2012, consequência da quebra de motor que o impediu de participar do primeiro dia de treinos livres. “Neste ano espero andar desde o início para pegar ritmo. O doutor Remi Toscano, piloto da GP Máster, viabilizou uma Kawasaki ZX6 para eu correr a temporada. Por falta de treino, não desenvolvi mais a moto, mas acho que ela estará melhor em Cascavel”, aposta.
Um dos pilotos mais motivados é Ademilson Peixer. O paranaense da equipe Moto3 aderiu ao Moto 1000 GP em 2013 tendo como meta pessoal a conquista de um lugar entre os cinco melhores da pontuação final. Sua meta foi atingida em todas as corridas até agora. Foi quinto na abertura da temporada, em Interlagos, esteve no pódio de Curitiba em segundo lugar e, na volta do Moto 1000 GP a Interlagos, terminou em quarto.
Peixer é vice-líder com 33 pontos. “A ideia não era ser campeão, mas os resultados apareceram e vi que se melhorar um pouquinho existe a chance de título”, diz o piloto, para quem o circuito cascavelense não é novidade. “É uma pista onde andar de igual para igual com os principais pilotos é um pouco mais fácil. Em Interlagos eu tenho alguma dificuldade, os outros pilotos têm mais a mão da pista. Agora, para Cascavel, estou bem animadão”, ele diz.
Terceiro colocado na classificação do campeonato, o espanhol Manuel Jimenez Gordo cumpre sua primeira temporada na motovelocidade brasileira – o convite para disputar o Moto 1000 GP foi-lhe feito por Gustavo Rodriguez, o “Gringo”, chefe de sua atual equipe, a Grinjets Superbike. Ele esteve no pódio duas vezes, com um terceiro e um segundo lugar nas duas corridas realizadas em Interlagos. Na de Pinhais, era líder quando caiu e abandonou.
“Aquele acidente me impediu de ser líder do campeonato, mas há tempo para recuperarmos o prejuízo”, diz o espanhol da Grinjets, que foi pole-position e assinalou a volta mais rápida de todas as etapas já realizadas. “Em Cascavel, vamos para ganhar ou ganhar. Nossa equipe é a única a utilizar a suspensão italiana F. Gubelline, que nos dá um ritmo de corrida melhor, esse é um dos nossos trunfos para o título que vamos buscar”, anima-se.
Campeão da GP 600 no ano passado, André Veríssimo segue “correndo atrás do prejuízo”, conforme sua própria definição. “Tive uma quebra de motor na primeira etapa que influenciou minha campanha para o ano todo”, recorda. “Agora temos uma moto nova, estamos trabalhando para que seja competitiva. Preciso chegar à frente do Bertagnolli para descontar os pontos e reassumir a liderança, que perdi com a queda na corrida passada”, acrescenta.
O piloto paulista da Motrix-Scigliano Racing observa que as dificuldades em 2013 são maiores que as de 2012, quando foi campeão com duas vitórias, cinco pódios e quatro pole-positions. “No ano passado eu tinha certeza de que pelo menos um lugar no pódio era bem viável, hoje isso não é certo. Vejo cinco pilotos com chances de levar o título. Acho que o favorito é o Sergio Fasci, mas com muito trabalho nós podemos chegar ao nível dele”, diz.
A declaração do atual campeão faz alusão ao argentino Sergio Fasci, da MG Bikes Yamaha Racing, que venceu as duas etapas realizadas na pista de Interlagos neste ano – na última, em junho, sofreu desclassificação técnica. Fasci é oitavo na classificação, com 27 pontos. À sua frente estão, ainda, os paulistas Sérgio Laurentys, da Tato Racing, com 35, e Dudu Costa, da Mobil Rush, com 34, e o gaúcho Marciano Santin, da Santin Racing, com 34.
Todas as motocicletas do Moto 1000 GP utilizam como combustível a gasolina Petrobras Podium e como lubrificante o Lubrax Tecno Moto. Petrobras e Lubrax patrocinam a competição ao lado da BMW Motorrad e da Michelin, que fornece seus pneus de competição a todas as equipes. O Campeonato Brasileiro de Motovelocidade tem o apoio de Beta Ferramentas, BMW Serviços Financeiros, Servitec, LeoVince, Shoei, Tutto Moto, HPN, Denko e Peterlongo.
Após três das oito etapas, a classificação da categoria GP 600 no Moto 1000 GP é a seguinte:
1º) Rafael Bertagnolli (RS/BSB Motor Racing), Honda, 51
2º) Ademilson Peixer (PR/Moto3 Racing Team), Kawasaki, 43
3º) Manuel Jimenez (ESP/Grinjets Superbike), Kawasaki, 38
4º) André Veríssimo (SP/Motrix-Scigliano Racing), Kawasaki, 37
5º) Sérgio Laurentys (SP/Tato Racing), Kawasaki, 35
6º) Dudu Costa (SP/Mobil Rush Racing), Kawasaki, 34
6º) Marciano Santin (RS/Santin Racing), Honda, 34
8º) Sergio Fasci (ARG/MG Bikes Yamaha Racing), Yamaha, 27
9º) Marcus Trotta (SP/Motom), Yamaha, 22
10º) Alexsandro Pires (SP/Center Moto Racing Team), Kawasaki, 19
11º) Ives Moraes (SP/Motom), Triumph, 15
12º) Raoni Farfan (DF/Suprema Kawasaki), Kawasaki, 12
13º) Cesar Almeida (BA/Corujão Racing), Honda, 9
13º) Gustavo Cecarelli (SP/HPN Racing Team), Kawasaki, 9
15º) Igor Érnica (PR/Motrix-Scigliano Racing), Yamaha, 8
16º) Gilvan Zeferino (BA/Corujão Racing), Honda, 5
16º) Giomar Milani (PR/RPM Competições), Kawasaki, 5
18º) Rodrigo Souza (PE/HPN Racing Team), Honda, 4
18º) Edson Fibla (SP/RF Racing), Yamaha, 4
18º) Marcos Venicius (AP/HPN Racing Team), Kawasaki, 4
21º) Gabriel Silva Jaques (PR/Grinjets Superbike), Kawasaki, 3
22º) Fernando Lira (PE/HPN Racing Team), Kawasaki, 2





