Alpha Notícias: Pressão monitorada dos pneus

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    Texto: Fernando Calmon
    Uma
    das recentes novidades no programa Inovar-Auto (2012-2017) foi a adoção
    de pequenos bônus nos ciclos de aferição para as metas de redução de
    consumo de combustível.
    Trata-se
    de recursos técnicos que não podiam ser captados em laboratório, porém
    efetivos no uso cotidiano. 




    Quatro itens passaram a valer:
    ·         Sistema desliga-religa o motor em paradas
    ·         Indicador de troca de marcha no painel
    ·         Controle da aerodinâmica da grade frontal
    ·         Sistema de monitoração de pressão dos pneus (SMPP)

    SMPP
    é o mais importante não apenas por evitar aumento de consumo de
    combustível de pelo menos 1% a cada 10% de calibragem dos pneus abaixo
    do recomendado. Deve-se notar que mesmo circulando por vias bem
    pavimentadas, com rodas e pneus novos, é normal perder no mínimo 10% de
    ar por ano. Mas, dependendo de outras condições, um pneu sem a checagem
    quinzenal recomendada, pode rodar com pressão de 20% a 30% abaixo do
    normal sem que o motorista perceba.
    O
    segundo aspecto está na segurança. Pneus com pressão baixa dificultam o
    controle do veículo em manobras e frenagens emergenciais. Pesquisas no
    exterior indicam que em 86% de acidentes analisados pelo menos um pneu
    estava subinflado. Também compromete sua durabilidade e atinge o bolso
    do motorista. Pneus sem pressão normal ficam mais sujeitos a furar.
    Assim, além do incômodo, pode comprometer a integridade dos ocupantes do
    veículo, se acontecer em locais de risco criminal.
    A
    pressa e o esquecimento são, em geral, citados pelos motoristas por
    negligenciar a calibragem. Recentemente, SMPP tornou-se obrigatório em
    toda a União Europeia e já o era nos EUA, valendo também para
    motocicletas e veículos pesados. Uma luz no painel indica a baixa
    pressão e, em modelos mais caros, aparece em qual ou quais rodas está o
    problema.
    Existem
    dois tipos de SMPP: direto e indireto. O direto é o mais utilizado e
    consiste de sensor de pressão na válvula de ar de cada pneu, pequeno
    transmissor de radiofrequência, além de microcontrolador e bateria. 
    No
    painel há o receptor e ícone iluminado que aponta a anomalia em qualquer
    dos pneus sem individualização. Os mais sofisticados indicam a pressão
    em cada pneu, inclusive do estepe, e usam pequenas etiquetas ou transponders que dispensam bateria. Há vários fornecedores, inclusive no mercado de acessórios.
    Na
    Inglaterra, a empresa WheelRight desenvolveu uma máquina para registrar
    automaticamente a pressão dos pneus em questão de segundos. Sem sair do
    carro (veja foto), o motorista recebe a informação na tela do aparelho
    ou imprime.
    SMPP
    indireto trabalha com os mesmos sensores que medem a rotação de cada
    roda do sistema ESC (em inglês, controle eletrônico de estabilidade),
    também obrigatório nos EUA e Europa. Se há perda de ar, altera-se o
    diâmetro dinâmico do conjunto roda e pneu, suficiente para acender a
    lâmpada no quadro de instrumentos. O arranjo é mais simples, porém exige
    que o motorista restabeleça o sistema por meio de um botão ou no
    computador de bordo, após recalibrar os pneus.
    Pelas
    vantagens diretas e indiretas, além de preço acessível, o SMPP deveria
    também ser obrigatório no Brasil. Por enquanto, é apenas equipamento
    incentivado no Inovar-Auto.

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