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Fórmula 1 no GP do Catar terá calor extremo e pneus no limite

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O Grande Prêmio do Catar marca a penúltima etapa da temporada da Fórmula 1 e a última corrida disputada no formato Sprint. Realizado no circuito de Lusail, nos arredores de Doha, o evento acontece apenas uma semana após o GP de Las Vegas, em condições climáticas completamente distintas. Se no deserto de Nevada os pilotos enfrentaram temperaturas baixas, no Catar o desafio é o calor intenso e a alta umidade, fatores que tornam a prova noturna uma das mais exigentes do calendário.

Corrida em Lusail impõe restrições inéditas aos pneus e exige múltiplas paradas

A pista de Lusail, concebida originalmente para motovelocidade, apresenta características únicas. São 16 curvas, dez delas à direita, e uma longa reta de mais de um quilômetro. A areia do deserto, frequentemente soprada para o traçado, altera a aderência e exige constante adaptação das equipes. Para reduzir os efeitos, áreas de grama artificial foram instaladas ao redor do circuito. O desgaste dos pneus é elevado, especialmente entre as curvas 12 e 14, onde a sequência de alta velocidade impõe carga contínua sobre os compostos.

A exigência sobre os pneus levou à adoção de uma medida inédita. Cada conjunto fornecido pela Pirelli pode ser utilizado por no máximo 25 voltas, contadas de forma cumulativa em todas as sessões, inclusive sob Safety Car. Como a corrida tem 57 voltas, os pilotos precisarão realizar ao menos duas paradas obrigatórias. A decisão foi tomada em conjunto com FIA, F1 e equipes, após episódios de desgaste extremo em edições anteriores.

Para o GP do Catar, foram escolhidos os três compostos mais duros da gama: C1, C2 e C3. Essa seleção já havia sido utilizada em Suzuka, Bahrein e Espanha, locais que também submetem os pneus a altos níveis de energia. A superfície lisa de Lusail favorece a granulação, fenômeno que aumenta o consumo dos pneus e limita estratégias mais conservadoras.

Em 2024, a prova foi marcada por diferentes abordagens. Todos os pilotos largaram com pneus Médios, exceto Nico Hulkenberg, que optou pelos Duros. A estratégia de uma única parada predominou, com trocas para pneus Duros a partir da volta 34, durante bandeira vermelha. O Safety Car apareceu três vezes e, nas duas últimas, alguns pilotos arriscaram um stint final com pneus Macios. A tentativa não funcionou, já que o composto mais macio perdeu rendimento rapidamente.

Fórmula 1 no GP do Catar terá calor extremo e pneus no limite

O histórico do GP do Catar mostra domínio recente de Max Verstappen. O piloto da Red Bull venceu em 2023 e 2024, além de conquistar o título mundial em Doha há dois anos. Lewis Hamilton foi o vencedor da primeira edição, em 2021, largando da pole pela Mercedes. A Red Bull é a equipe com mais vitórias no circuito, reforçando sua consistência em condições adversas.

Apesar de ser disputada à noite, a corrida no Catar expõe os pilotos a temperaturas elevadas e alta umidade. O ambiente dentro do cockpit torna-se desgastante, e já houve casos de pilotos passando mal após a bandeira quadriculada. A combinação de clima, traçado e restrições de pneus transforma Lusail em um dos palcos mais complexos da temporada, onde estratégia e resistência física se tornam tão decisivas quanto a velocidade.

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