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Rede 5G e IoT transformam rastreamento em gestão de dados

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Rede 5G e IoT transformam rastreamento em gestão de dados
Rede 5G e IoT transformam rastreamento em gestão de dados

O mercado de rastreamento no Brasil passa por uma transformação significativa impulsionada pela consolidação da Internet das Coisas (IoT), pela conectividade em larga escala e pela chegada do 5G. O que antes se limitava a localizar ativos em tempo real evoluiu para um modelo de gestão de dados em movimento, capaz de antecipar anomalias, automatizar decisões e gerar inteligência estratégica para diferentes setores da economia.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), divulgados pelo portal TeleTime, mostram que o país encerrou 2025 com 53,7 milhões de chips IoT ativos, um crescimento de 13,6% em relação ao ano anterior. Desse total, cerca de 30 milhões eram conexões máquina a máquina (M2M), utilizadas em rastreadores, sensores e equipamentos industriais, enquanto 23,6 milhões estavam em terminais de ponto de venda (PoS).

O avanço foi determinante para puxar o crescimento do mercado móvel nacional, já que os acessos tradicionais de celulares tiveram expansão tímida no mesmo período. Para André Luiz Ota, CEO da Ikonn, o 5G é o catalisador dessa mudança de paradigma. "Saímos do simples ‘ponto no mapa’ para a era da inteligência em tempo real", afirma.

"Percebemos que a baixíssima latência e a capacidade de conectar múltiplos dispositivos por quilômetro quadrado permitem que a nossa arquitetura Global Ready processe volumes massivos de dados sem engasgos. O 5G não é apenas velocidade, é a base para o que chamamos de Gestão de Dados em Movimento, onde a plataforma antecipa anomalias e automatiza decisões de segurança antes mesmo que um incidente ocorra&quote;, acrescenta.

Segundo o executivo, a evolução do mercado brasileiro também tem refletido a maturidade tecnológica das empresas nos últimos anos. "O setor deixou de ser puramente reativo. A consolidação da IoT permitiu expandir o rastreamento para além dos veículos, abrangendo qualquer ativo valioso, de pets a maquinário pesado. O foco agora não é o dispositivo em si, mas a inteligência que ele gera para o negócio&quote;, ressalta.

Entre os segmentos que mais se beneficiam desse novo modelo orientado por dados estão o agronegócio, com controle de horímetros e implementos; a logística fina, com monitoramento de cadeia fria e cargas valiosas; e a construção civil, para gestão de ativos de alto valor. André Luiz Ota menciona que até nichos emergentes, como micromobilidade e saúde/família, vêm ganhando relevância com soluções voltadas ao monitoramento de idosos e crianças.

Apesar das oportunidades, o especialista da Ikonn observa que as centrais de rastreamento ainda enfrentam desafios estruturais por operarem com sistemas legados e limitados por códigos obsoletos, que não suportam integrações complexas nem novas telemetrias.

"O maior desafio é a barreira invisível imposta por sistemas engessados. Muitas centrais de rastreamento no Brasil estão, sem saber, limitadas por tecnologias de players que pararam no tempo e não acompanharam a transição para a era da inteligência de dados. No cenário atual, a ferramenta que deveria impulsionar a empresa acaba sendo o seu maior limitador estratégico&quote;, destaca.

A automação de processos também desempenha papel central na eficiência operacional e na rentabilidade das empresas de rastreamento. "Aqui na Ikonn, automatizamos desde o financeiro, com suspensão e reativação de serviço automático para inadimplentes, até a parte jurídica, com contratos digitais que têm como objetivo eliminar burocracia e acelerar o faturamento. Isso pode permitir que o empresário deixe de ser um operador de incêndio para ser, de fato, o CEO do seu negócio&quote;, compartilha.

Um levantamento da IMARC Group aponta que o mercado brasileiro de IoT atingiu US$ 21,7 bilhões em 2025, com previsão de chegar a US$ 100,7 bilhões até 2034. Esse avanço reforça a necessidade de maturidade tecnológica das empresas, que precisam investir em plataformas escaláveis, inteligência artificial (IA) nativa e modelos de negócio personalizados para atender às demandas crescentes.

Na avaliação de André Luiz Ota, a tendência dominante para os próximos anos será a IA nativa, capaz de interpretar dados em tempo real e criar regras de negócio específicas para cada cliente. "O conceito de white label também deve ganhar força, permitindo que empresas mantenham suas marcas e identidades próprias, enquanto utilizam tecnologias invisíveis, mas potentes, como infraestrutura&quote;, identifica.

"O mercado de rastreamento especializado e a gestão de dados em movimento são oceanos de oportunidades para quem decide sair da guerra de preços e abraçar a verdadeira engenharia de sistemas. Nossa filosofia é ser invisível para o usuário final, mas indispensável para o dono da central&quote;, conclui o CEO.

Para saber mais, basta acessar: http://www.ikonn.com.br

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