A Hyundai anunciou que sua fábrica em Piracicaba (SP) vai produzir um terceiro modelo nacional a partir de 2026. Posicionado entre o hatch HB20 e o SUV Creta, o novo veículo amplia a flexibilidade da operação industrial e fortalece o portfólio da marca no Brasil.

Provável produção local do Bayon reforça plano global da fabricante para 2030

“HB20 e Creta são os pilares do nosso sucesso no Brasil e continuarão a desempenhar esse papel. Esse terceiro modelo completará o portfólio com uma configuração inédita, entrando em um segmento que está surgindo entre hatchbacks e SUVs e, como é característico dos modelos Hyundai, oferecerá espaço interno bastante generoso, robustez, conforto e muita tecnologia”, afirmou Marcos Oliveira, COO da Hyundai.

O modelo cotado para ocupar esse espaço é o Bayon, SUV compacto já comercializado na Europa e Turquia. A versão nacional será posicionada como SUV de entrada, competindo diretamente com VW Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse. A estratégia busca atender à crescente demanda por SUVs compactos e preencher a lacuna entre o HB20 e o Creta, podendo futuramente substituir o sedã HB20S.

A fábrica de Piracicaba, inaugurada em 2012, tem sido fundamental para o sucesso da Hyundai no Brasil. O HB20 mantém relevância no segmento de compactos, enquanto o Creta lidera as vendas no varejo nacional há três anos consecutivos. Com a chegada do novo modelo, a planta reforça sua capacidade de produção multimodelos, alinhada ao plano global da Hyundai Motor Company para 2030, que prevê a fabricação de 5,55 milhões de veículos no mundo.

O investimento de US$ 1,1 bilhão anunciado para o Brasil até 2032 sustenta a expansão da marca e inclui avanços tecnológicos e soluções de mobilidade sustentável. A fábrica de Piracicaba recebeu melhorias para elevar sua capacidade anual para 215 mil unidades, preparando-se para acomodar o novo SUV e apoiar futuros lançamentos.

Hyundai confirma produção de terceiro modelo nacional em Piracicaba

A introdução do terceiro modelo nacional reforça a presença da Hyundai em segmentos estratégicos e consolida o Brasil como eixo regional dentro da estratégia global da companhia, ampliando a competitividade da marca no mercado sul-americano.