A integração de dados em tempo real passou a ocupar papel estratégico nas operações logísticas, impulsionando discussões sobre interoperabilidade entre sistemas utilizados por transportadoras, operadores logísticos, embarcadores e centros de distribuição. O avanço da digitalização das cadeias de suprimentos ampliou a necessidade de comunicação mais eficiente entre plataformas operacionais para fortalecer rastreabilidade e capacidade de resposta.

Segundo informações do Ministério dos Transportes sobre o Plano Nacional de Logística 2050, a modernização da infraestrutura logística brasileira passa pela ampliação da integração entre modais, maior eficiência operacional e uso mais intensivo de tecnologia para planejamento e gestão das operações.

A Fractal, especializada em segurança tecnológica aplicada à logística, avalia que a interoperabilidade reduz falhas operacionais e fortalece a gestão da cadeia de custódia.

Para José Roberto Mesquita, diretor-executivo da Fractal, operações fragmentadas dificultam a tomada de decisão. "Quando os sistemas não se comunicam, a cadeia perde visibilidade e capacidade de resposta. A interoperabilidade permite decisões mais rápidas e operações mais previsíveis", afirma.

Segundo o executivo, a tendência é de maior integração entre sensores, plataformas de monitoramento e sistemas corporativos ao longo de 2026. "A rastreabilidade depende cada vez mais da capacidade de conectar dados e gerar informação operacional confiável em tempo real", explica José Roberto Mesquita.

O planejamento logístico nacional também prevê aumento da participação de modais como ferrovias, cabotagem e transporte hidroviário, movimento que tende a ampliar a necessidade de integração tecnológica entre diferentes operadores e plataformas logísticas.