A alta nos preços de combustível e IPVA tem levado brasileiros a repensar o uso do carro e buscar alternativas mais econômicas para deslocamentos urbanos. Nesse cenário, os autopropelidos, como as bicicletas elétricas, surgem como opção de menor custo anual, reduzindo significativamente as despesas em comparação com veículos tradicionais.
Produção de bicicletas elétricas cresce mais de 140%

“Quando o consumidor coloca na ponta do lápis, o carro deixa de ser uma escolha óbvia. O autopropelido surge como uma alternativa viável, com menor custo operacional e mais previsibilidade no dia a dia”, afirmou David Peterle, CEO da StreetGo, fabricante nacional de bicicletas elétricas.
Dados da Abraciclo mostram que o segmento está em expansão. Apenas em março, a produção de bicicletas elétricas cresceu 142,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 5.447 unidades fabricadas. O movimento reflete uma mudança no comportamento do consumidor, pressionado pelo aumento do custo de vida e pela necessidade de soluções mais acessíveis para mobilidade.
A comparação entre carro e autopropelido evidencia diferenças relevantes. O automóvel exige gastos contínuos com combustível, seguro, manutenção, estacionamento e impostos, como o IPVA, que varia entre 2% e 4% do valor do veículo ao ano. Já o autopropelido concentra o investimento na aquisição e em manutenção básica, sem cobrança de IPVA, licenciamento ou exigência de CNH. A recarga elétrica representa custo muito inferior ao abastecimento com gasolina ou etanol.
Além da economia financeira, os autopropelidos oferecem vantagens em tempo de deslocamento. Em cidades como São Paulo, onde congestionamentos podem ultrapassar mil quilômetros de lentidão em um único dia, a mobilidade leve se mostra mais eficiente. A possibilidade de circular por ciclovias e evitar trechos congestionados contribui para uma rotina mais previsível e menos desgastante.
Autopropelidos ganham espaço diante do custo elevado dos carros

A Resolução CONTRAN nº 996/2023 estabelece que bikes autopropelidas podem circular como bicicletas, desde que respeitem limites técnicos de potência e velocidade. Nesse enquadramento, não há exigência de emplacamento ou pagamento de impostos, o que reforça a atratividade do modal.
O avanço dos autopropelidos representa não apenas uma resposta ao aumento dos custos de manutenção de veículos, mas também uma tendência de adaptação às condições urbanas. A combinação de economia, praticidade e eficiência coloca as bicicletas elétricas como alternativa concreta para quem busca reduzir despesas e otimizar deslocamentos diários.






