Durante anos avaliando carros, aprendi a observar números, desempenho, consumo, espaço interno, equipamentos, comportamento dinâmico etc. São elementos fundamentais para entender qualquer veículo. Mas, de tempos em tempos, surge uma experiência que convida o jornalista a olhar para além da ficha técnica. Foi exatamente isso que encontrei ao participar da ação organizada pela Nissan com o Kait 2026 no Rio Grande do Sul.
Experiência promovida pela Nissan mostrou novas possibilidades de convivência com o veículo

A proposta era dirigir entre Porto Alegre e Cambará do Sul, conhecer melhor o SUV e vivenciar uma experiência que explorasse novas formas de utilizar o veículo. O carro continuava presente em todos os momentos, mas o foco estava em algo diferente: mostrar que um automóvel pode ocupar um papel maior em nossas vidas do que simplesmente nos levar de um ponto a outro e a história começou a ganhar outro significado quando chegamos ao destino.
A Nissan também convidou Camila Martins e Guilherme Knabben, criadores do projeto Estica e Dale, para compartilhar parte dessa visão. Conhecidos por transformar veículos da Nissan em companheiros de aventuras de longa distância pela América do Sul, eles percorreram milhares de quilômetros primeiro com um Kicks e, mais recentemente, com um Kait, adaptando o interior do veículo para viver experiências que normalmente associamos a outras formas de viagem.

O relato deles trouxe uma reflexão interessante. Muitas vezes enxergamos o automóvel apenas como uma ferramenta para trabalho, escola, supermercado ou compromissos diários. Isso não está errado, afinal essa é uma de suas funções principais. Mas talvez existam outras possibilidades que passam despercebidas justamente porque estamos acostumados a olhar para os veículos sempre da mesma maneira.
Foi nesse contexto que aconteceu uma das experiências mais curiosas da programação. O interior do Kait recebeu uma adaptação simples, transformando o espaço traseiro em uma cama. Não era uma demonstração de engenharia complexa nem uma preparação extrema para expedições. Era apenas uma nova forma de utilizar algo que já estava ali.
Quando o carro deixa de ser destino e passa a ser companhia

Com temperatura próxima dos sete graus em Cambará do Sul, participei de uma sessão de cinema drive-in. O filme era quase um detalhe. O que realmente chamava atenção era assistir à projeção deitado dentro do veículo, coberto por mantas e observando como o carro havia deixado de ser apenas transporte para se tornar parte da experiência.
Não dormi dentro do Kait, embora isso fosse perfeitamente possível e incentivado pela Nissan. Mas bastou aquela vivência para compreender melhor a proposta da Nissan. A intenção não era mostrar apenas capacidade de carga, modularidade dos bancos ou dimensões internas. A ideia era provocar uma pergunta simples: será que utilizamos todo o potencial das coisas que fazem parte do nosso cotidiano?
Em vários momentos da viagem, lembrei de uma frase que ouvi da Camila Martins: “A humanidade é muito melhor do que a gente imagina”. Pode parecer uma reflexão distante de uma avaliação automotiva, mas talvez não seja. Porque viajar também é conhecer histórias, ouvir pessoas, descobrir formas diferentes de viver e perceber que existem inúmeras maneiras de construir experiências significativas.
Ao longo dos dois dias de programação, ficou evidente que o conceito do Kaiting proposto pela Nissan não estava ligado apenas ao veículo. A proposta era estimular uma mudança de perspectiva. Em vez de enxergar o carro apenas como um equipamento para deslocamentos, a ideia era tratá-lo como um parceiro capaz de ampliar experiências, aproximar pessoas e criar memórias.
Essa percepção ficou ainda mais forte ao observar o ambiente ao redor. Cambará do Sul é uma cidade conhecida pelas paisagens da Serra Gaúcha e pela proximidade com alguns dos principais cânions do Brasil. Em um cenário assim, o veículo deixa de ser apenas o meio para chegar ao destino e passa a fazer parte da própria experiência da viagem.
Ao final dos aproximadamente 380 quilômetros percorridos entre ida e volta, voltei com impressões positivas sobre o Nissan Kait 2026. O modelo confirmou características já observadas anteriormente em aspectos como espaço interno, tecnologia, segurança e conforto.
Mas o principal aprendizado dessa viagem não estava necessariamente no veículo. Estava na forma como ele foi utilizado. Talvez a maior contribuição da experiência proposta pela Nissan tenha sido justamente essa: lembrar que, muitas vezes, enxergamos carros, lugares e até pessoas apenas por aquilo que estamos acostumados a ver. Quando mudamos a perspectiva, descobrimos possibilidades que já estavam diante de nós o tempo todo.
Nissan Kait 2026
O Nissan Kait 2026 chega ao mercado para disputar espaço entre os SUVs compactos, segmento que concentra alguns dos veículos mais procurados do Brasil. A linha ganhou novas versões ao longo de sua trajetória e ampliou sua oferta de equipamentos de tecnologia, segurança, conectividade e assistência à condução. O modelo reúne recursos que hoje fazem parte das exigências do consumidor moderno, mantendo a proposta de um SUV voltado tanto para a cidade quanto para viagens.
Entre os destaques estão os sistemas de assistência ao motorista, os recursos de conectividade, o conjunto de segurança e o espaço interno. Durante minha primeira avaliação do Kait, realizada anteriormente em São Paulo, esses aspectos já haviam chamado atenção.
O trajeto até Cambará do Sul permitiu observar o comportamento do SUV em rodovias, trechos urbanos e estradas cercadas por paisagens típicas da serra gaúcha. A viagem aconteceu com tranquilidade e conforto. O espaço interno se mostrou adequado para longos deslocamentos e a condução ocorreu de forma previsível ao longo de todo o percurso























